Doria deixa todo Estado na fase vermelha em fim de semana e à noite. Em dias úteis, 22% da população em vermelho e 78% em laranja

Governador João Doria em entrevista coletiva

Início das aulas foi adiado. Avanço da covid-19 tem sido muito rápido no Estado de São Paulo e diversas unidades de Saúde chegaram à ocupação máxima

ADAMO BAZANI

A gestão do Governador João Doria fez nesta sexta-feira, 22 de janeiro de 2021, mais uma reclassificação extra das regiões do Estado no Plano São Paulo de quarentena para conter o avanço da covid-19 que, desde depois das eleições municipais de novembro de 2020 e das festas de fim de ano tem ocorrido de forma muito rápida, após semanas de queda ou estabilidade.

As mudanças entram em vigor a partir de 00h de segunda-feira, 25 de janeiro de 2021, indo até 07 de fevereiro de 2021.

Entre 20h e 06h00 dos dias úteis e durante o período integral em fim de semana e feriados, todo o Estado de São Paulo será colocado na fase vermelha, de restrição máxima,.

Assim, na parte da noite, sábado e domingo e feriado (30/01; 31/01; 06/02 e 07/02), só poderão funcionar atividades essenciais, como hospitais, clínicas veterinárias de emergência, farmácias, supermercados e transportes públicos, por exemplo. Na fase vermelha, parques e áreas de lazer não podem abrir também.

Durante a semana, as regiões vão ter de seguir uma nova classificação, com as cidades na fase vermelha e na fase laranja do Plano São Paulo.

Vão para a fase vermelha em todos os dias úteis da semana até 20h as regiões das cidades de Presidente Prudente, Marília, Bauru, Sorocaba, Barretos, Franca, Taubaté

Para a fase laranja, a segunda mais restritiva, irão em dias úteis até às 20h a capital paulista, as 38 cidades da região metropolitana de São Paulo, e as regiões de Araçatuba, São José do Rio Preto, Araraquara, Ribeirão Preto, Piracicaba., São João da Boa Vista, Campinas, Baixada Santista, Registro

Diversas unidades de Saúde chegaram à ocupação máxima.

Os números de contágio, internações e óbitos têm crescido de forma acelerada, o que fez o Estado a implantar restrições maiores em mais cidades.

OUTRAS MEDIDAS:

Além da reclassificação das regiões no plano São Paulo, o governo do Estado anunciou outras medidas para tentar reduzir o avanço da covid-19.

O início das aulas presenciais foi adiado na rede estadual para o dia 08 de fevereiro (veja mais abaixo).

Para mudança de fase, os critérios ficaram mais rígidos. Antes para uma região ir para a fase vermelha a taxa de ocupação de leitos UTI Covid era de 80%. Agora, se a região atingir 75% de ocupação, passa para a faixa com restrição máxima.

O Governo do Estado de São Paulo também recomendou que os hospitais e clínicas suspendam as cirurgias eletivas (aquelas que não são urgentes).

INÍCIO DAS AULAS FOI ADIADO:

O Governador João Doria informou também que foi adiado o início das aulas presenciais nas redes de ensino do Estado de São Paulo.

A previsão era de retorno às aulas presenciais a partir de 01º de fevereiro de 2021, mesmo em locais nas fases mais restritivas, mas diante do ritmo do avanço da doença, o início foi adiado.

APRESENTAÇÃO:

              

CLASSIFICAÇÃO ANTERIOR

A atualização anterior ocorreu também de forma extraordinária em 15 de janeiro de 2021 enquanto a previsão era de atualização em 05 de fevereiro.

Na ocasião, os municípios da região de Marília, no interior paulista, que estavam na fase laranja regrediram para a fase vermelha do plano, a mais restritiva, com permissão apenas de atividades essenciais.

As regiões de Bauru, Araçatuba, São José do Rio Preto, Franca, Ribeirão Preto, Piracicaba e Taubaté que estavam na fase amarela passaram para a fase laranja, o segundo maior grau de restrição.

Presidente Prudente permaneceu na fase laranja.

Na ocasião também, 43 cidades foram colocadas em alerta porque, segundo o Governo do Estado,independentemente da classificação de suas regiões, registraram ocupação hospitalar de pacientes graves com coronavírus acima de 80%. A recomendação é que as Prefeituras determinem a restrição total de atividades não essenciais para aliviar a pressão sobre hospitais públicos e particulares.

Os municípios colocados na época em situação de alerta foram Américo Brasiliense, Amparo, Apiaí, Areias, Artur Nogueira, Avaré, Bauru, Birigui, Caçapava, Carapicuíba, Cruzeiro, Embu das Artes, Fernandópolis, Ferraz de Vasconcelos, Franca, Franco da Rocha, Ilha Solteira, Itapecerica da Serra, Itapetininga, Itaquaquecetuba, Itatiba, Jacareí, Mairiporã, Marília, Matão, Mogi das Cruzes, Novo Horizonte, Ourinhos, Paulínia, Pederneiras, Porto Feliz, Presidente Prudente, Promissão, Santa Cruz do Rio Pardo, São Manuel, Serrana, Socorro, Sorocaba, Tatuí, Taubaté, Tupã, Valinhos e Votuporanga.

REVISÃO DE CRITÉRIOS:

Os critérios do Plano São Paulo foram revistos na primeira semana de janeiro diante do crescimento dos casos, óbitos e internações pela covid-19.

As regras para mudança de fases ficaram mais duras, mas as permissões dentro de cada fase mudaram, com mais atividades permitidas na fase laranja e horário mais amplo de atendimento.

Todas as atividades permitidas foram autorizadas a funcionar oito horas por dia (antes eram quatro horas) e a ocupação dos estabelecimentos na fase laranja passou de 20% para 40% da capacidade.

O atendimento presencial em todos os estabelecimentos na fase laranja passou a ser até 20h.

FESTAS:

No período de festas, entre os dias 25 e 27 de dezembro e entre 01º e 03 de janeiro somente serviços essenciais vão funcionar. Na prática é como todo o Estado de São Paulo retrocedesse para a fase vermelha nestes dias e na fase amarela nos demais dias. A região de Presidente Prudente tinha sido reclassificada em 22 de dezembro para a fase vermelha, mesmo fora do período de festas.

TRANSPORTES: OFERTA MAIOR QUE DEMANDA E FONTES EXTRA-TARIFÁRIAS:

Toda alteração no Plano São Paulo é acompanhada de perto pelo setor de transportes.

Nos casos de flexibilização maior há impactos diretos na demanda de passageiros de ônibus, trens e metrô, e também aumento no trânsito de veículos particulares.

Em relação ao transporte público, de acordo com os especialistas, o ideal é ampliar a oferta de ônibus e composições num percentual maior que o da demanda para evitar superlotação e risco maior de contágio. Ao mesmo tempo, tem sido um desafio manter os sistemas economicamente sustentáveis com uma oferta maior que a demanda, num cenário ideal de operação neste momento.

O consenso é que os sistemas de transportes não devem depender apenas das tarifas, mas obter formas de subsídios externos para a continuidade dos serviços.

DECRETO E FASES:

Diário do Transporte mostrou no dia 29 de maio de 2020, a gestão João Doria publicou o decreto 64.994, em edição extraordinária do Diário Oficial do Estado de São Paulo, com as regras para as mudanças de fases nas cidades.

A região metropolitana foi dividida em cinco sub-regiões, mas agora foi unificada.

Norte: Caieiras, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha, Mairporã;

Leste: Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Salesópolis, Santa Isabel, Suzano

Sudeste: Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul;

Sudoeste: Cotia, Embu,Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra, Vargem Grande Paulista;

Oeste: Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba

São cinco fases. No decreto, a equipe de Doria também detalha quais as atividades permitidas em cada uma destas fases:

Fase 1 (Vermelha): Alerta Máximo – Fase de contaminação, com liberação apenas para serviços essenciais)

Na fase vermelha, ficam liberadas apenas as atividades consideradas essenciais

– Saúde: hospitais, clínicas, farmácias, clínicas odontológicas, lavanderias e estabelecimentos de saúde animal.

– Alimentação: supermercados, hipermercados, açougues e padarias, lojas de suplemento, feiras livres. É vedado o consumo no local.

– Bares, lanchonetes e restaurantes: permitido serviços de entrega (delivery) e que permitem a compra sem sair do carro (drive thru). Válido também para estabelecimentos em postos de combustíveis.

– Abastecimento: cadeia de abastecimento e logística, produção agropecuária e agroindústria, transportadoras, armazéns, postos de combustíveis e lojas de materiais de construção.

– Logística: estabelecimentos e empresas de locação de veículos, oficinas de veículos automotores, transporte público coletivo, táxis, aplicativos de transporte, serviços de entrega e estacionamentos.

– Serviços gerais: lavanderias, serviços de limpeza, hotéis, manutenção e zeladoria, serviços bancários (incluindo lotéricas), serviços de call center, assistência técnica de produtos eletroeletrônicos e bancas de jornais.

– Segurança: serviços de segurança pública e privada.

– Comunicação social: meios de comunicação social, inclusive eletrônica, executada por empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens.

– Construção civil, agronegócios e indústria: sem restrições.

Fase 2 (Laranja): Controle – Fase de atenção, com eventuais liberações.

Na fase laranja, shoppings centers (com proibição de abertura das praças de alimentação), comércio de rua e serviços em geral podem funcionar com capacidade limitada a 40%, horário reduzido para oito horas seguidas e adoção dos protocolos padrão e setoriais específicos.  Foram incluídos na atualização dos critérios as atividades de salões e barbearias, além de bares e restaurantes que estarão liberados com restrições. Ainda de acordo com a atualização anunciada em 08 de janeiro de 2021, todas as atividades permitidas puderam funcionar oito horas por dia (antes eram quatro horas) e a ocupação dos estabelecimentos na fase laranja passa de 20% para 40% da capacidade.

Fase 3 (Amarela): Flexibilização – Fase controlada, com maior liberação de atividades

Na fase amarela, shoppings centers (com proibição de abertura das praças de alimentação), comércio de rua e serviços em geral podem funcionar com capacidade a limitada 40%, horário reduzido para seis horas seguidas e adoção dos protocolos padrão e setoriais específicos, salões e barbearias, além de bares e restaurantes que estarão liberados com restrições. O governo do Estado antecipou para esta fase as academias, parques e salões de beleza e barbearias.

Fase 4 (Verde): Abertura Parcial – Fase decrescente, com menores restrições

Na fase verde, fica liberado o funcionamento de todos os estabelecimentos comerciais e de serviços, incluindo academias e praças de alimentação dos shoppings, desde que com capacidade limitada a 60% e adoção dos protocolos padrão e setoriais específicos. Ficam proibidos eventos que gerem aglomeração.

Fase 5 (Azul): Normal controlado – Fase de controle da doença, liberação de todas as atividades com protocolos de segurança e higiene.

Retomada da economia dentro do chamado “novo normal”

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:
Comentários

Comentários

  1. Fabio Almeida disse:

    “Avanço da doença”??? Ou o Sr. Calça Apertada que tem retirado os leitos de propósito, na surdina???

  2. Marcia disse:

    Bem capaz! Ele está fazendo dessa pandemia um palanque!

  3. paulo de lima disse:

    mais e preciso

Deixe uma resposta