Greve de ônibus em Resende (RJ) chega ao segundo dia

Prefeitura colocou frota de veículos municipais para tentar diminuir os impactos da greve. Foto: Divulgação / Prefeitura Municipal de Resende.

Motivo da paralisação é parcelamento do 13º salário

WILLIAN MOREIRA

Os passageiros que utilizam o transporte coletivo de Resende, no Rio de Janeiro, enfrentam problemas desde a segunda-feira, 30 de novembro de 2020, em razão de uma paralisação dos trabalhadores da Viação São Miguel.

A greve chegou ao segundo dia nesta terça (1º). Os funcionários da empresa protestam contra o parcelamento do 13º salário em dez vezes.

Além disso, segundo os rodoviários, o vale-alimentação não é depositado corretamente desde março deste ano.

Segundo a Prefeitura de Resende, não houve um comunicado prévio sobre a realização da greve.

A Prefeitura informou que colocou à disposição, ônibus, vans e carros da frota municipal para garantir a viagem dos passageiros.

Por fim, a nota diz que o contrato de prestação do transporte coletivo com a Viação São Miguel não foi renovado e que uma nova licitação está sendo feita para selecionar novo operador.

Relembre:

Resende (RJ) suspende licitação do transporte público marcada para 24 de julho

Veja a nota na íntegra:

“No fim da tarde desta segunda (30), toda a população, bem como a própria Prefeitura, foram pegos de surpresa por uma paralisação da empresa de ônibus São Miguel. Não houve nenhum aviso por parte da empresa, que presta um serviço essencial e é obrigada, por lei, a avisar qualquer tipo de greve ou paralisação com 72h de antecedência. Para que as pessoas pudessem voltar para casa, a Prefeitura enviou ônibus, vans e carros da frota municipal para a rodoviária, garantindo que os passageiros chegassem em seus destinos.

Já na manhã desta terça-feira (01), a Prefeitura colocou veículos à disposição dos funcionários municipais das unidades de saúde para que não deixem de trabalhar atendendo a população.

A Prefeitura se solidariza com os funcionários, que estão com vencimentos atrasados e vai tomar as medidas administrativas e judiciais cabíveis contra a empresa São Miguel.

É importante ressaltar que o contrato da São Miguel não foi renovado e um novo está sendo licitado para que uma nova empresa, com um contrato mais rígido e melhor para a população, comece a operar na cidade.”

OUTRO LADO

Em nota à imprensa local, a Viação São Miguel informou que “a paralisação foi uma atitude isolada de alguns colaboradores, não sendo um ato do sindicato dos empregados, desrespeitando, a princípio, as condições básicas para um movimento grevista legal”.

“A empresa está com seus salários mensais em dia e atrasou momentaneamente o adiantamento do 13º salário em razão de uma negociação que estava sendo realizada na base do sindicato. Após a paralisação, propôs aos colaboradores o pagamento até quarta-feira (2), com início imediato das atividades laborais, sendo que alguns dos colaboradores estão no momento irredutíveis. Assim, todos os esforços estão sendo realizados para a normalização dos serviços”, informou também.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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