Ônibus de turismo vão reforçar atendimento do transporte sobre trilhos na Grande Lisboa

Várias empresas de transporte de turismo em Portugal estão paradas desde abril por falta de serviço devido à pandemia

Medida permite que motoristas que estavam afastados por causa da crise no setor possam retornar à atividade. Cerca de 60 ônibus, sem rodar desde abril, voltam a circular

ALEXANDRE PELEGI

Os ônibus de turismo de Lisboa começarão a apoiar, a partir da próxima segunda-feira, 23 de novembro de 2020, o reforço de transporte público no segmento ferroviário na Área Metropolitana de Lisboa (AML).

Com a medida, trabalhadores que estavam com contrato de trabalho suspenso por causa da pandemia voltarão a operar 60 veículos parados desde abril.

A ANTROP, associação de âmbito nacional que congrega 86 empresas de transportes coletivos rodoviário de passageiros em Portugal divulgou nota elogiando a iniciativa.

De acordo com o texto, os ônibus de turismo, que estavam parados há mais de oito meses diante da falta de atividade turística, voltam à atividade no dia 23 de novembro, segunda-feira, “para reforçar o transporte público feito pela CP, Fertagus e Metro Transportes do Sul, nas horas de ponta e em trajetos mais concorridos”.

A CP – Comboios de Portugal é uma empresa pública portuguesa de trens. Já a Fertagus opera um serviço ferroviário suburbano de passageiros concessionado pelo Estado Português, entre a estação de Roma-Areeiro em Lisboa e a estação de Setúbal numa extensão de 54 km.

O Metro Transportes do Sul (MTS) é um VLT )metrô ligeiro de superfície), elétrico e confortável.

“A ANTROP – Associação Nacional de Transportes de Passageiros congratula-se com esta decisão do Governo e da AML que vai permitir o reforço do transporte público que serve Lisboa e áreas suburbanas através da ferrovia”, prossegue o mesmo comunicado.

Luís Cabaço Martins, presidente da ANTROP, considera a medida “triplamente virtuosa: para os utilizadores de transporte público porque permite aumentar a oferta nas horas e percursos mais críticos; para as empresas de transporte público porque lhes garante alguma atividade depois de oito meses de paragem forçada; e para os trabalhadores porque saem do regime de ‘lay off’ [afastamento], o que é muito positivo em termos sociais”.

A solução de apoio rodoviário do turismo à ferrovia está prevista também para a região do Porto, mas começará primeiro em Lisboa.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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