Greve de ônibus da Viação Marechal no DF afeta passageiros nesta terça-feira (10)

Marechal opera a área 4

Paralisações na empresa estão sendo constantes e o motivo é o mesmo: atrasos em pagamentos

ADAMO BAZANI

Mais uma vez passageiros que usam as linhas operadas pela Auto Viação Marechal, no Distrito Federal, estão sem transporte.

Motoristas e demais funcionários da companhia que opera na área 4 do sistema (veja mais abaixo) voltaram a cruzar os braços nesta terça-feira, 10 de novembro de 2020.

O motivo é novamente o atraso nos pagamentos de salários e benefícios.

As paralisações por este motivo têm sido constantes.

A empresa voltou a alegar que se esforça para manter todos os pagamentos em dia e que busca empréstimo bancário para quitar os atrasados com os trabalhadores.

A Marechal presta serviços na Área 4 da concessão dos transportes do DF, que envolve regiões como Samambaia, Taguatinga, Ceilândia, Recanto das Emas, Águas Claras, Guará, Gama e Santa Maria. São 489 ônibus operados pela companhia.

A companhia ainda diz que houve queda de mais 50% na demanda durante o auge da pandemia de Covid-19, mas que a frota foi mantida em 100%, causando desequilíbrio. A companhia ainda diz que a categoria trabalhista descumpriu decisão judicial de frota mínima, sustenta que os atrasos são apenas de horas extras e que a revisão da tarifa técnica foi insuficiente . (veja abaixo a nota completa)

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Auto Viação Marechal foi surpreendida com uma nova paralisação relâmpago promovida pelo Sindicato dos Rodoviários do DF, o que reteve toda a frota nas garagens de Taguatinga Sul e PSul causando um grande prejuízo para a população do Distrito Federal.

Os representantes da categoria infringiram decisão liminar do Tribunal Regional do Trabalho que determinou à entidade a manutenção de 50% da frota em circulação nos horários de pico e 30% nos demais horários. A multa diária por descumprimento é de R$ 50 mil.

A Marechal está em dia com os pagamentos de salários, tíquetes refeição e cestas básicas de todos os colaboradores. No entanto, ainda há um atraso na quitação das horas extras relativas aos meses de setembro e outubro, que não afetam a todos os empregados. Estes atrasos foram causados pela redução de mais de 50% na quantidade de passageiros transportados em razão das medidas de isolamento social para a contenção da pandemia de COVID-19.

A empresa continua seguindo todas as determinações da Justiça e do GDF, especialmente a manutenção de 100% da frota em circulação além das medidas de prevenção à pandemia que reforçaram os cuidados com a higienização dos veículos.

Apesar dessas dificuldades, até agora a Marechal não demitiu nem reduziu jornadas de trabalho e salários, o que tem ampliado o desequilíbrio entre faturamento e custos.

O contrato entre a Marechal e o Governo do Distrito Federal prevê mecanismos para amenizar o problema da redução de passageiros, mas a revisão da tarifa técnica promovida pela SEMOB foi insuficiente para remunerar os serviços, apresentando alguns equívocos conceituais que já foram questionados pela Marechal.
A empresa segue promovendo todos os esforços para colocar em dia os direitos dos trabalhadores.

Assessoria de Comunicação da Auto Viação Marechal

Nota de esclarecimento

A operação da Viação Marechal foi paralisada no início da manhã, desta terça-feira (10), após a empresa não quitar as horas extras dos trabalhadores. Mesmo com todos os esforços a empresa não conseguiu os recursos necessários.

É importante lembrar que a crise causada pelo novo coronavirus reduziu em cerca de 60% o número de passageiros transportados, mas a empresa continuou operando com 100% da frota desde o início da pandemia, não reduziu salários ou suspendeu contratos, mantendo todos os postos de trabalho sem nenhuma demissão. Isso fez com que os custos permanecessem os mesmos, porém a receita da empresa passou a ser apenas 40% do que era antes da pandemia, levando à insustentabilidade da operação. A queda na arrecadação criou uma situação muito difícil para o sistema de transporte público.

Mesmo diante de toda dificuldade, a empresa tem se esforçado para não prejudicar seu maior patrimônio que é o corpo de funcionários. A Marechal está buscando um empréstimo, mas o banco ainda não finalizou o processo.

A Marechal segue com seu compromisso de prestar um serviço de qualidade a população do Distrito Federal e está buscando, de todas as formas, os recursos necessários para garantir a sustentabilidade de sua operação.

Assessoria de Comunicação da Auto Viação Marechal

 

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Alexandre Barcellos disse:

    O GDF deveria colocar duas empresas para cada linha, pois assim obrigaria as empresas oferecerem um serviço de qualidade aos usuários, e em caso de paralisações como essa o usuário/cidadão não seria prejudicado.
    Essas paralizações dos serviços da empresa Marechal vive prejudicando a população que depende do transporte público.

    1. JANAINA CARVALHO disse:

      Esses motoristas e cobradores da Marechal são muito incompreensíveis e folgados , qualquer coisa faz greve , estamos em plena pandemia , a situação está complicada para todos , devem dar graças a Deus de ainda estarem empregados , eu reduziria o quadro ,demitia principalmente aqueles que estão cheios de atestados médicos , faltas , suspensão e principalmente denúncia , fazia uma boa varredura , rapidinho acabava com a paralisação e aceitavam as condições da empresa , o problema é que esse sindicato toma as dores , porque os cofres deles estão bamburrando de grana , não estão nem aí para a dificuldade que a empresa está passando , pronto , falei!!!

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