Itália poderá reduzir lotação máxima em transportes públicos a 50% diante de nova onda de casos de Covid-19

Tensão cresce na Europa com novas medidas de isolamento social, Manhã de protestos em Milão e Torino. Centenas de vendedores ambulantes se manifestaram em Milão e Torino, na Itália

Premiê do país anunciou novas restrições para conter pandemia em discurso no Parlamento nesta segunda-feira (2). Portugal pode decretar emergência, e Alemanha e Inglaterra anunciaram quarentena

ALEXANDRE PELEGI

O Instituto Superior da Saúde (ISS), órgão científico do governo da Itália, informou que quatro regiões (Calábria, Emilia-Romagna, Lombardia e Piemonte), além da província de Bolzano, alcançaram um estágio de transmissão descontrolada da Covid-19.

Para reagir diante do quadro crescente de novos casos de disseminação da doença, o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, anunciou nesta segunda-feira, 02 de novembro de 2020, em discurso na Câmara dos Deputados, que decretará novas medidas para conter a pandemia.

Nos últimos 19 dias, foram registrados no país 15 recordes de novos casos de coronavírus, ao passo que a média móvel de óbitos em uma semana alcançou a marca de 213, número maior desde 12 de maio, antes do fim da quarentena.

No total acumulado, a Itália já contabiliza 709.335 contágios e 38.826 mortes na pandemia.

O discurso de Conte foi preparado após reuniões com governadores, prefeitos e partidos da base aliada.

O premiê afirmou em seu discurso que publicará um novo decreto de combate à disseminação com ações de âmbito nacional.

Dentre as medidas previamente anunciadas está a redução de 50% na capacidade máxima de meios de transporte públicos.

Além disso, museus, exposições e casas de jogos de azar serão fechadas, e todas as escolas do ensino médio deverão adotar aulas a distância.

Os shoppings deverão permanecer fechados em feriados e fins de semana, exceção apenas para alimentos, farmácias e bancas de jornais dentro desses locais.

Outro ponto adiantado O governo também proibirá os deslocamentos envolvendo regiões com “elevados coeficientes de risco”, a não ser por motivos de trabalho, estudo ou saúde.

O que o premiê não informou, no entanto, foi a abrangência regional das medidas, ou seja, quais serão as regiões afetadas.

No próximo decreto, indicaremos áreas com três cenários de risco, com medidas gradualmente mais restritivas. A inserção de uma região será feita com uma determinação do ministro da Saúde”, explicou Conte.

Ainda segundo as declarações do premiê italiano, existe a possibilidade de que 15 regiões superem os níveis críticos em terapias intensivas.

A imprensa do país publicou que o próximo decreto deverá incluir um toque de recolher noturno em âmbito nacional, o que não foi negado, nem conformado pelo primeiro-ministro.

DISSEMINAÇÃO DO VÍRUS CRESCE NA EUROPA E GERA TENSÃO

Com a proximidade do inverno, e o crescimento de casos de coronavírus em países europeus, novas medidas estão sendo anunciadas de maneira emergencial.

Enquanto o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, pode decretar toque de recolher nacional para evitar a movimentação entre as cidades, em Portugal o premier português, António Costa, chegou a solicitar nesta segunda-feira (2) que o presidente Marcelo Rebelo decrete estado de emergência no país.

Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel anunciou uma quarentena parcial, enquanto no Reino Unido o primeiro ministro comunicou que uma nova quarentena começa na próxima quinta-feira (05).

Protestos eclodiram em várias cidades europeias, diante da perspectiva de novo esfriamento  da economia;

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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