Presidente Prudente enfrenta segundo dia de greve de ônibus nesta sexta (30)

Veículos na garagem da empresa. Foto: Redes Sociais

Justiça do Trabalho determinou frota mínima e prefeitura permitiu que táxis e aplicativos façam embarque e desembarque nos pontos de ônibus

ADAMO BAZANI/WILLIAN MOREIRA

Entra no segundo dia nesta sexta-feira, 30 de outubro de 2020, a greve de ônibus em Presidente Prudente, no interior paulista.

A desembargadora Tereza Aparecida Asta Gemignani, do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, determinou nesta quinta-feira (29) que 70% da frota circulassem nos horários de pico e 50% nas demais horas, mas todos os ônibus permaneciam na garagem na manhã desta sexta-feira. A multa pelo descumprimento foi estipulada em R$ 5 mil por trabalhador que descumprir a decisão aplicada contra o sindicato

O sindicato dos rodoviários disse não ter sido notificado oficialmente.

Para tentar minimizar os impactos da greve, a prefeitura autorizou que vans, táxis e aplicativos façam embarque e desembarque nos pontos de ônibus.

Os trabalhadores reclamam de atraso no pagamento do vale-alimentação.

A empresa Prudente Urbano diz que negocia com o sindicato e lamenta a postura dos grevistas.

Segundo a companhia, houve queda de arrecadação por causa da pandemia de Covid-19.

A empresa diz também que a prefeitura não cumpriu o contrato e os repasses pelos serviços.

A concessionária do transporte público municipal desde o início da pandemia não mediu esforços para a manutenção do transporte e pagamento prioritário dos salários de seus funcionários. Porém, a queda expressiva de passageiros e a ausência do cumprimento do contrato pela prefeitura, impossibilitou toda e qualquer possibilidade de evitar a greve nesse momento, embora, tendo buscado constantemente diálogo com a categoria em conjunto com a prefeitura.

Já segundo uma perícia contratada pela prefeitura e citada no decreto que permite táxis, aplicativos e vans nas linhas durante a greve, não foi evidenciado o déficit alegado pela empresa.

A companhia de ônibus diz que deve acionar judicialmente a prefeitura.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:
Comentários

Deixe uma resposta