Greve de ônibus afeta Teresina nesta quarta (28)

Ônibus em Teresina. Foto Arquivo

Segundo os rodoviários, as empresas não pagaram o ticket alimentação e o plano de saúde aos funcionários

ADAMO BAZANI

Uma greve de ônibus atinge o sistema de transportes de Teresina nesta quarta-feira, 28 de outubro de 2020.

Determinação judicial obrigou a circulação de 70% da frota nos horários de pico e de 30% nos demais horários, mas de acordo com relato de passageiros em redes sociais, a quantidade de coletivos nas ruas é muito pequena.

A opção tem sido o transporte alternativo, mas os usuários enfrentam lotação. São 86 veículos cadastrados pela Strans (Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito).

O Sintetro (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários) decidiu pela paralisação no sábado, 23 de outubro de 2020, após as empresas de ônibus, por meio do Setut (Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina), terem conseguido reverter uma determinação judicial que obrigava o pagamento do ticket alimentação e plano de saúde.

No dia 13 de outubro de 2020, o juiz Carlos Wagner Araújo Nery da Cruz, do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), atendeu ação do sindicato dos trabalhadores determinando ticket alimentação R$ 584,89 para motoristas, R$ 465,56 para os cobradores, fiscais e despachantes; e R$ 373,64 para os demais trabalhadores.

Ainda de acordo com a determinação, o plano de saúde teria 60% de custeio por parte das empresas e 40% dos trabalhadores.

Entretanto, as viações conseguiram derrubar a liminar.

Em nota nesta quarta-feira, 28, o Setut (Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina) informou que “não há justificativa para o movimento grevista, pois “o não pagamento de ticket e plano de saúde estão alicerçados, primeiro na falta de acordo ou convenção coletiva de trabalho, e segundo porque houveram nos últimos dias, duas decisões de instâncias superiores, uma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e outra Supremo Tribunal Federal (STF), que suspenderam a eficácia da liminar dada pelo juiz substituto do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a qual dizia para as empresas darem esses dois benefícios”

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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