Sindicato confirma greve de ônibus para esta quarta (28) em Teresina (PI)

Paralisação será realizada porque empresas não pagaram o ticket alimentação e o plano de saúde aos funcionários. Foto: Glauber Medeiros / Ônibus Brasil.

Ministério Público do Trabalho vai pedir multa de R$ 50 mil aos rodoviários por paralisação com menos de 70% da frota operando

JESSICA MARQUES

O Sintetro (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí) confirmou a greve de ônibus em Teresina para esta quarta-feira, 28 de outubro de 2020.

Entretanto, o Ministério Público do Trabalho informou à mídia local nesta segunda-feira (26) que vai solicitar a execução de uma multa de R$ 50 mil ao Sintetro, caso a a paralisação seja feita com menos de 70% da frota em operação.

Segundo informações do portal Cidade Verde, o pedido de execução foi encaminhado pelo procurador regional do Trabalho, João Batista Machado Júnior.

Em 13 de outubro de 2020, os rodoviários realizaram uma paralisação reivindicando o pagamento dos benefícios. Na ocasião, o TRT determinou que a operação fosse feita com no mínimo 70% da frota em horários de pico e 30% no entrepico.

Em seguida, o órgão determinou que as empresas teriam que pagar o que foi estabelecido no dissídio coletivo de 2019.

Relembre: Transporte coletivo de Teresina opera com 70% da frota após determinação da Justiça

MOTIVO DA GREVE

A paralisação será realizada porque, segundo os rodoviários, as empresas não pagaram o ticket alimentação e o plano de saúde aos funcionários.

Conforme já noticiado pelo Diário do Transporte, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 22ª Região determinou que as empresas terão que pagar os benefícios atrasados aos rodoviários.

A determinação foi publicada em 13 de outubro de 2020, com dez dias para cumprimento. Caso as empresas descumpram o que foi decidido pelo Tribunal, a multa será de R$ 5 mil por dia até que se atinja o limite de R$ 100 mil.

Assim, o pagamento do ticket alimentação terá que ser de R$584,89 para motoristas, R$ 465,56 para os cobradores, fiscais e despachantes; e para os demais trabalhadores será de R$ 373,64. Quanto ao plano de saúde, o custeio deve ser de 60% sob responsabilidade das empresas e 40% dos trabalhadores.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Agenor Martins Neto disse:

    Motivo da greve? O mesmo de sempre. Solução? Nenhum, nem as ordens judiciais, resolvem. E se a Justiça, numa Decisão sem recursos para as partes, determinasse, enquanto dura a Greve, e sob ameaça de uma nova greve, suspendesse os serviços dos sindicatos em envolvidos nas greves, inclusive a que se inicia hoje 28/1. Autorizar os serviços ALTERNATIVOS, sem que um ônibus do sistema ou de propriedade das famílias, circulassem ate resolver por definitivo, esse bom negócio chamado greve, que além de humilhar os passageiros, prejudica todos os teresinenses que trabalham? Lembrar que os empresários devem devolver o dinheiro das passagens no Cartão mais fácil: estudantil, Expresso, Especial, Melhor Idade, pois esse serviço, que deveria ser prestado pela Prefeitura, claro, não tem Legislativo Municipal a nosso favor, é prestado pelo SETUT. Só suspendendo os serviços, que promovem as corriqueiras greves, é que o Sistema pode e deve funcional. Será que a Coisa julgada, que é a qualidade conferida à sentença judicial contra a qual não cabem mais recursos, tornando-a imutável e indiscutível, resolve?

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