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Doria ameaça ir à Justiça caso não haja definição sobre o “People Mover” entre linha 13 da CPTM e Aeroporto de Guarulhos

Sistemas são indicados para demandas menores e distâncias curtas

Em 10 novembro, deve haver um encontro entre governo do Estado de São Paulo e o Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, sobre desconto no valor da outorga para concessionária do Aeroporto fazer os investimentos

ADAMO BAZANI/WILLIAN MOREIRA

O governador de São Paulo, João Doria, disse no início da tarde desta quinta-feira, 22 de outubro de 2020, que pode entrar na Justiça caso o Governo Federal não “cumpra com o compromisso” de conceder o desconto na outorga de concessão do Aeroporto em Guarulhos para compensar os investimentos necessários para a construção de uma ligação por “people mover” entre a linha 13-Jade da CPTM e os terminas 1,2 e 3 do aeroporto.

Segundo Doria, foi marcada para o próximo dia 10 de novembro de 2020 uma reunião com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, para definir os próximos passos do empreendimento, que já deveria estar em construção.

O governador disse não esperar que o assunto seja “politizado”, mas aproveitou para cutucar mais uma vez seu rival político, o presidente Jair Bolsonaro.

“Houve um compromisso do Ministro Tarcisio Gomes de Freitas e eu espero que não se contamine com essa politização, partidarização do presidente Bolsonaro, ele [Tarcísio] até que tem sido correto. Porque ele garantiu que a outorga feita ao Aeroporto Internacional de Guarulhos seria deduzido do valor para a extensão de mais 1,5 mil metros deste trem até as os terminais 1, 2 e 3 do Aeroporto.”

Doria acrescentou que a via judicial só é uma possibilidade e é pensada apenas caso não haja sinalização de o acordo com o Governo Federal ser mantido.

“Eu espero que o Ministro Tarcísio cumpra o compromisso que teve com o Governo de São Paulo e com os brasileiros que o Aeroporto Internacional de Guarulhos embora seja em São Paulo é o maior aeroporto do Brasil, maior aeroporto da América Latina, é um grande centro de distribuição de passageiros para todo o Brasil e se tiver um ato dessa natureza em primeiro vai enfrentar um protesto duro do Governo de São Paulo e vamos judicializar se tiver alguma iniciativa dessa natureza. Depois ele não prejudica São Paulo, prejudica o Brasil” – complementou.

Ouça:

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Doria tinha anunciado em 28 de maio de 2019 que a linha 13 Jade da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos seria ligada aos terminais por meio de um meio de transporte que tem semelhança com o “monotrilho”. Trata-se de um APM – Automated People Mover. Este tipo de sistema, que conta com guias laterais e condução autônoma, é habitualmente usado em pequenas distâncias e demandas restritas.

Atualmente, quem desembarca dos trens é transportado por ônibus cedidos pela concessionária do aeroporto GRU Airport.

As obras começariam em setembro de 2019 e, pela promessa inicial, deveriam ter sido entregues em maio de 2021

A extensão será de 2,6 km com ambas vias acessadas simultaneamente pelos passageiros. Serão quatro paradas (estação CPTM, terminal 1, terminal 2 e terminal 3). O tempo de trajeto será de seis minutos, de acordo com o anúncio.

Os investimentos devem ser da concessionária do Aeroporto Internacional de São Paulo, GRU Airport, e serão abatidos da outorga de concessão.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Willian Moreira, em colaboração especial para o Diário do Transporte

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