Acesso indevido a pistas exclusivas do BRT Rio provocou 100 acidentes em 2020

Automóvel realizando conversão proibida. Foto: Divulgação / BRT Rio.

Informações foram divulgadas pelo consórcio que opera no sistema

JESSICA MARQUES

O acesso indevido de automóveis às pistas exclusivas do BRT do Rio de Janeiro provocou 100 acidentes em 2020. As informações foram divulgadas pelo consórcio que opera no sistema, o BRT Rio.

Entram no balanço pedestres que atravessam fora da faixa, carros de passeio e motos que realizam conversões proibidas, avançam semáforos fechados e utilizam a via, o que é proibido.

O BRT Rio considerou o período de janeiro a setembro para o levantamento. Nestes meses, 100 acidentes foram provocados por má conduta dos carros de passeio, motos e pedestres, sendo 21 atropelamentos.

“As infrações colocam em risco tanto os passageiros dos veículos quanto os do sistema BRT. Apesar de trafegar em velocidade inferior àquelas verificadas nas faixas para automóveis e ônibus urbanos, um articulado de 15 toneladas precisa de mais tempo e espaço para realizar a frenagem total, o que torna qualquer invasão nas pistas exclusivas ainda mais perigosa”, informou o consórcio, em nota.

O BRT Rio informou ainda que os danos aos ônibus  articulados em caso de acidentes afetam diretamente a população, porque os veículos precisam ficar fora de operação para fazer os reparos necessários quando isso ocorre. Em caso de avarias graves, o veículo pode ficar mais de um mês fora de circulação.

Além disso, os constantes acidentes impactam o planejamento e os intervalos entre os serviços, afetando a operação com desvios, por exemplo, segundo o BRT Rio. Nessas situações os articulados precisam a circular momentaneamente fora da pista, o que acarreta a diminuição da velocidade e a dependência do fluxo do tráfego fora da via exclusiva.

“Ao invadirem a calha, motoristas de veículos e de motos, além de pedestres e ciclistas, colocam em risco a sua vida e a de dezenas de pessoas que estão dentro dos articulados. As pistas exclusivas do BRT são para que funcionem em benefício de milhares de pessoas que utilizam o transporte coletivo de massa, e não para atender a interesses individuais. É importante que as pessoas tenham consciência do imenso risco que provocam ao cometerem esse tipo de infração”, afirmou o presidente executivo do BRT Rio, Luiz Martins, em nota.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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