Rodoviários de Natal adiam greve por 48 horas

Dirigentes sindicais mostram carta do prefeito se comprometendo a auxiliar na busca de soluções para os trabalhadores.

Decisão foi anunciada na noite desta segunda (19) após encontro com o prefeito da capital potiguar, que prometeu auxiliar na busca de soluções

ALEXANDRE PELEGI

Os rodoviários de Natal decidiram suspender a greve anunciada para o início da manhã desta terça-feira, 20 de outubro de 2020.

A paralisação foi postergada por 48h.

A decisão foi oficialmente comunicada pelo Sindicato dos Trabalhadores e Transportadores Rodoviários do Rio Grande do Norte (Sintro/RN) após reunião com o prefeito Álvaro Dias na noite desta segunda-feira (19).

O chefe do executivo municipal se comprometeu em ajudar a encontrar soluções para as reivindicações dos trabalhadores.

Assista ao vídeo:

O Sintro/RN havia afirmado antes do encontro com o prefeito que retomaria a greve da categoria interrompida em 30 de junho. A greve seria ainda por tempo indeterminado.

Os trabalhadores prometeram circular com apenas 30% da frota, em lugar de 70% como ocorre atualmente por determinação judicial.

Os trabalhadores cobram benefícios que não estão sendo pagos desde abril, mês de encerramento da convenção coletiva da categoria.

Desde abril, estamos tentando negociar com o Seturn. O intuito é negociar, não estamos buscando reajuste salarial, deixamos isso para o próximo ano. Apenas queremos que se mantenha o vale e o plano de saúde, que a justiça já garantiu que até a próxima negociação era pra ser mantido”, disse Arnaldo Dias, diretor executivo do Sintro/RN, ao jornal Tribuna do Norte.

O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos (Seturn), diante da paralização, emitiu nota solicitando a suspensão do movimento. A entidade que representa as empresas solicita que os motoristas aguardem a decisão judicial quanto ao dissídio coletivo.

O Seturn alega que o setor de transportes em todo o país vive “sua maior crise” e reivindica a revisão do modelo de remuneração, com instituição de subsídios.

Com a pandemia e a consequente queda da receita, as empresas não conseguem equilibrar seus custos de operação. Esse é um dos motivos da falência de um modelo que pretende sustentar o transporte público apenas com a remuneração tarifária. Ou seja, apenas com recursos provenientes de quem utiliza o sistema de transporte coletivo.

Ainda em nota, as empresas de ônibus de Natal pedem ao Sintro para que seja respeitado o percentual mínimo de frota (70%) e, especialmente, os horários de circulação (com saídas dos terminais das 04:30h às 21:30h), indicados pela Secretaria de Mobilidade Urbana para prover “a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade”, como determina a Lei de Greve”.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Luís Marcello Gallo disse:

    “ O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos (Seturn), diante da paralização, emitiu nota solicitando a suspensão do movimento.”. PARALIZAÇÃO???

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