Ferry-boat na Bahia tem horário ampliado desde quinta (8)

Publicado em: 10 de outubro de 2020

Foto: Agerba

Apesar de aumentar o atendimento, concessionária do sistema é alvo de críticas

ALEXANDRE PELEGI

Desde essa quinta-feira, 08 de outubro de 2020, a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) ampliou de 50 para 75% a capacidade para o embarque de veículos no sistema de travessia via Ferry-boat.

A resolução Agerba nº 43/2020 autorizou a ampliação conforme publicado no Diário Oficial do Estado.

O quantitativo máximo de embarque de passageiros não foi ampliado, e segue limitado a 50% da capacidade dos ferries.

A medida altera as normas estabelecidas anteriormente para adequar a procura dos motoristas e a melhor operacionalidade da travessia.

Diante da manutenção do estado de pandemia a ampliação do quantitativo de pedestres não foi realizada para que o distanciamento entre os passageiros seja mantido no salão das embarcações e outras áreas dos terminais.

O quadro de horários foi mantido, com operação de 13 horários regulares diários. Confira:

De Salvador para Itaparica, às 05:00h, 06:00h, 08:00h, 10:00h, 11:00h, 12:00h, 14:00h, 15:00h, 16:00h, 18:00h, 19:00h, 20:00h e 22:00h;

de Itaparica para Salvador, às 05:00h, 06:00h, 08:00h, 09:00h, 10:00h, 12:00h, 13:00h, 14:00h, 16:00h, 17:00h, 18:00h, 20:00h e 22:00h, todos os dias;

A capacidade das embarcações ficou da seguinte forma:

EMBARCAÇÃO       VEÍCULOS (capacidade de 75%)

Anna Nery               40

Dorival Caymmi      101

Ivete Sangalo              40

Maria Bethânia         33

Pinheiro                       39

Rio Paraguaçu               32

Zumbi dos Palmares      112

EMPRESA QUE ADMINISTRA O SISTEMA JÁ RECEBEU MAIS DE 500 MULTAS

A Internacional Travessias, que administra o sistema ferry boat em Salvador e na Ilha de Itaparica, recebeu nos últimos anos 555 autos de infração.

Os dados são da Agerba, e vão desde 2014, início do contrato, até 2020.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) da Bahia chegou a realizar uma auditoria no contrato de concessão do sistema em 2015, ocasião em que identificou uma série de irregularidades, como o descumprimento de obrigação contratual no atendimento das reclamações dos usuários e o reajustamento da tabela tarifária em índice superior ao previsto.

As infrações mais recorrentes estão ligadas ao descumprimento de horários e condições de higiene.

O Ministério Público da Bahia, por sua vez, chegou a ajuizar uma ação contra a concessionária por ela estar desrespeitando as medidas para evitar aglomeração e manter a higiene dos locais.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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