WRI Brasil aborda setor automotivo em debate sobre desafios da qualidade do ar no Brasil

Publicado em: 30 de setembro de 2020

Entre as recomendações aos candidatos nas eleições municipais está a substituição dos combustíveis fósseis no transporte público.

Série de webinares terá início nesta quinta-feira, 1º de outubro

JESSICA MARQUES

O instituto global de pesquisa WRI Brasil vai realizar em outubro uma série de debates online com o tema “Os Desafios da Qualidade do Ar”. O primeiro webinar vai abordar o setor automotivo dentro deste enfoque.

Os debates serão realizados em parceria com o Instituto Clima e Sociedade (iCS), com o objetivo de incentivar o debate público em torno da alta concentração de poluentes atmosféricos locais, enfatizando a urgência do Brasil em aderir à economia de baixo carbono.

O primeiro tema será nesta quinta-feira, 1º de outubro de 2020, das 11h às 12h30. O tema será “Economia verde e a renovação do setor automotivo”.

“A pergunta que se propõe aos debatedores é se a indústria automotiva brasileira, que responde por 1,3 milhão de empregos diretos e indiretos e faz do país o 8º fabricante mundial de veículos, será capaz de se modernizar e atender as demandas ambientais e econômicas da atualidade. Para o debate, participam Izabella Teixeira (ex-ministra de Meio Ambiente), Adalberto Maluf (diretor de Marketing, Sustentabilidade e Novos Negócios da BYD, empresa que atua no setor de energias limpas e mobilidade elétrica) e Roberto Schaeffer (professor de Economia da Energia da Coppe/UFRJ)”, detalhou o WRI, em nota.

De acordo com o instituto, a adoção de um monitoramento e de controle da poluição do ar adequados, como parte de um plano maior de transição para a economia verde, evitaria ao Brasil mortes e danos à saúde da população brasileira, além de gravíssimas perdas em gastos públicos, produtividade no setor privado e detrimento do meio ambiente e clima. Um estudo liderado pelo WRI Brasil indica que a economia verde tem potencial de gerar ao país um aumento acumulado adicional do PIB de R$ 2,8 trilhões nos próximos dez anos, criando 2 milhões de empregos a mais em 2030.

Seguindo essa linha, o segundo webinar, em 7 de outubro (quarta-feira), das 15h30h às 17h, será sobre “Queimadas: um problema coletivo”.

“Além da evidente perda de biomas, as queimadas aumentam a emissão de poluentes no ar, afetando o clima como um todo, a água e a agricultura. A saúde das populações locais também fica comprometida, o que aumenta enormemente os custos sociais e econômicos. Para entender a dimensão do problema e os entraves locais para a adoção da economia verde, foram convidados Ane Alencar (diretora de Ciência do IPAM Amazônia), Carlos Nobre (cientista e pesquisador do clima e de mudanças climáticas) e Socorro Neri (prefeita de Rio Branco – uma das cidades mais atingidas pelas queimadas na região Norte).”

A série de debates online termina com o tema “O ar (poluído) que respiramos”, no dia 21 de outubro (quarta-feira), das 11h às 12h30.

“Patologista e pesquisador, referência em Saúde e poluição do ar, Paulo Saldiva participa de uma conversa franca sobre os impactos evidentes e os não tão evidentes da poluição do ar na saúde individual e na coletiva, em especial no cenário que se desenha em um Brasil pós-Covid-19. A gestão da qualidade do ar no Brasil é feita por poucos Estados e os padrões de concentração de poluentes permitidos no país são muito acima dos níveis considerados seguros pela OMS (Organização Mundial da Saúde). A combinação desses fatores colaboram diretamente com mais de 50 mil mortes por ano no Brasil em decorrência da poluição do ar, segundo a organização, que aponta para um dado ainda mais alarmante: 9 entre 10 pessoas respiram ar poluído no mundo.”

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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