Agência define recomendações para o transporte intermunicipal de passageiros no Mato Grosso do Sul e proíbe viagens de pessoas de grupo de risco

Publicado em: 26 de setembro de 2020

Foto: Rodoviária de Campo Grande (MS). Arquivo/Agepan

Agepan determina lotação máxima em 50%, desde que municípios de origem e destino não tenham definido outros percentuais

ALEXANDRE PELEGI

A Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos do Mato Grosso do Sul (Agepan) definiu nessa semana instruções e recomendações complementares para o transporte intermunicipal no Estado.

A Agepan definiu que as empresas do transporte rodoviário intermunicipal de passageiros poderão rodar sem a limitação de lotação máxima de 50% da capacidade do veículo, desde que seguidas rigorosamente as normas preventivas de propagação do novo coronavírus.

Já as pessoas do grupo de risco não podem ser transportadas pelas empresas de ônibus.

Os passageiros que apresentarem alteração de temperatura no momento do embarque também estão proibidos de viajar.

A Agência esclarece que no caso de limitações de lotação prevalecem aquelas definidas pelos municípios de origem e destino.

O diretor de Transportes da Agepan, Ayrton Rodrigues, explica que possibilidade de flexibilização na capacidade de pessoas transportadas considerou um estudo técnico apresentado pelo Sindicato das Empresas de Transporte (Rodosul), assinado por duas engenheiras sanitaristas.

A medida vale para viagens em linha regular, e os fretamentos eventual, turístico, contínuo e estudantil.

As novas recomendações orientam cuidados bem específicos durante todo o procedimento da viagem, do embarque ao desembarque:

= Antes do despacho da bagagem e do embarque, o passageiro deverá passar por aferição de temperatura por termômetro infravermelho e entregar o questionário sobre o estado de saúde;

= Qualquer passageiro que apresentar alteração de temperatura não poderá despachar bagagem ou embarcar;

= Os responsáveis pelo processo de despacho de bagagem e embarque de passageiros deverão fazer uso de máscara caseira ou industrial, luvas de látex, e proteção com álcool gel 70%;

= No embarque o motorista ou equipe de apoio deve organizar os passageiros para manterem uma fila com distância segura de 1,5m e fazer a chamada dos passageiros organizando a entrada do último banco para o primeiro. Ao embarcar, todos devem passar pela assepsia das mãos com álcool em gel;

= Os passageiros devem ser comunicados antes do início da viagem quanto à obrigatoriedade do uso de máscaras durante todo o trajeto, e informados sobre a manutenção do ar condicionado no “modo ar renovável” durante toda a viagem.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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