Conselho de Arquitetura e Urbanismo lança 51 propostas para eleições municipais e destaca faixas e corredores de ônibus no pós-pandemia

Publicado em: 14 de setembro de 2020

Transporte coletivo sempre teve de receber prioridade, mas no pós-pandemia, a necessidade ainda é maior

ANTP também lançou documento com diretrizes para mobilidade urbana que será um dos maiores desafios para a volta à normalidade

ADAMO BAZANI

O CAU – Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil apresentou nesta segunda-feira, 14 de setembro de 2020, um documento com 51 propostas para os candidatos nas eleições municipais relacionadas à vivência e administração das cidades no momento de “pós-pandemia”.

As sugestões englobam áreas como mobilidade urbana, habitação, inclusão social, saneamento, paisagismo e finanças das cidades.

Se os problemas já eram grandes, no pós-pandemia, algumas situações vão se tornar ainda mais delicadas.

O saneamento, por exemplo, é essencial para a manutenção da higiene, a principal arma contra a Covid-19 cujas vacinas, por mais promissoras que possam parecer, ainda vão demorar alguns meses.

O transporte coletivo é um dos principais desafios. Como garantir deslocamentos seguros e evitar superlotação ampliando a oferta, mas ao mesmo tempo financiar esta “nova” forma de operação?

No documento, o conselho deixa claro que não há como depender apenas das tarifas para bancar os sistemas de transportes e que, para evitar superlotação, é necessário não apenas colocar mais ônibus, mas fazer com que os coletivos tenham uma fluidez maior.

Para isso, são necessários investimentos em prioridade ao transporte coletivo e os mais rápidos e simples de se fazer são as faixas e corredores para ônibus.

“Desenvolver ou reformular os Planos de Mobilidade Municipal coordenados com os Planos de Desenvolvimento Urbano, propondo a inclusão de meios de financiamento extra tarifários e novas formas de remuneração do sistema de transporte coletivo, a integração tarifária dos diversos modais, o desestímulo ao transporte motorizado individual e a priorização do sistema de transporte coletivo com a implementação de faixas exclusivas para ônibus;” – diz parte do documento.

Com linhas bem semelhantes, em 28 de agosto de 2020, a ANTP – Associação Nacional de Transportes Públicos apresentou uma série de diretrizes para os futuros gestores municipais.

Como noticiou o Diário do Transporte, o trabalho define as linhas gerais para um Programa de Transporte Público eficiente, barato e com qualidade, que pode basear programas das novas gestões municipais que devem iniciar em 2021.

A prioridade ao transporte coletivo e o financiamento extra-tarifário estão entre os pontos principais.

Relembre

https://diariodotransporte.com.br/2020/08/28/transparencia-transportes-gestao-antp/

Veja abaixo a íntegra do documento do CAU – Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil.

Assinam também as entidades coautoras: Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP), Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA), Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA), Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e Federação Nacional de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (FeNEA).

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. mariapaularbr disse:

    Não consegui ver o documento na íntegra por aqui.

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