Rio de Janeiro decreta intervenção na Alto Minho e repassa serviços para Evanil e São José

Condições da frota foram um dos motivos, de acordo com o Detro

Período de intervenção de 365 dias a partir de sábado 5 de setembro, mas empresa pode reverter

ADAMO BAZANI

O Detro, departamento que regula os transportes no Estado do Rio de Janeiro, publicou nesta terça-feira, 02 de setembro de 2020, portaria instituindo intervenção nos serviços da empresa de ônibus Alto Minho Ltda.

A companhia tem linhas intermunicipais a partir de Nova Iguaçu.

De acordo com a determinação oficial, a partir de sábado, 05 de setembro de 2020, os serviços passam a ser assumidos pelas empresas Evanil e São José da seguinte maneira.

Viação São José LTDA. (RJ-200)

– 600I Belford Roxo – Nova Iguaçu (via BNH) “SA” (linha)  – 04 ônibus

– 601I Belford Roxo – Nova Iguaçu (via Antonio J. Bittencourt) “SA” (serviço complementar) – 05 ônibus

– 602I Belford Roxo – Nova Iguaçu (via Nilópolis) “SA” (serviço complementar)  – 04 ônibus

Evanil Transportes e Turismo LTDA. (RJ-132)

– 661I Nova Iguaçu – Vila Emil (via Santo Elias) “SA” (linha) – 03 ônibus

– 663I Nova Iguaçu – Jacutinga “SA” (linha) – 02 ônibus

A portaria 1547 do Detro determina ainda a baixa de todos os veículos pertencentes à Empresa Transportes e Turismo Alto Minho LTDA.

A Evanil e a São José terão de praticar as mesmas tarifas e possíveis promoções que a Alto Minho oferecia.

Segundo o Detro, na portaria, os motivos da intervenção são que todos os veículos que compõem a frota registrada da Alto Minho estão em situação irregular; que há diversas reclamações dos serviços pelos passageiros como falta de ônibus e descumprimento de horários; que os ônibus estão inadequados para a prestação dos serviços; que os GPS da frota não gera regularmente os dados operacionais e de bilhetagem; inadimplência de taxas como as de vistoria e a não demonstração nos últimos exercícios de comprovação de  regularidade fiscal, trabalhista e previdenciária.

A intervenção é por um ano e, ainda de acordo com a portaria, caso a empresa apresente regularização, pode voltar a operar antes deste prazo.

Veja na íntegra:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:
Comentários

Deixe uma resposta