Ministério Público cobra Arsal para realizar nova licitação das linhas atendidas pela Veleiro

Publicado em: 21 de agosto de 2020

Para o Ministério Público, a empresa desrespeita passageiros e seus próprios funcionários. Foto: Muller Peixoto/Ônibus Brasil

Segundo o órgão, a empresa não vem atendendo corretamente os moradores da cidade de Rio Largo

WILLIAN MOREIRA

A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal) recebeu uma cobrança por parte do Ministério Público Estadual, para que seja feita uma nova licitação para substituir a empresa Veleiro na operação do serviço de transporte que atende o município de Rio Largo.

Para o MP, a empresa não vem atendendo de maneira adequada os passageiros e também não respeita os direitos trabalhistas de seus empregados, o que resulta em greves e prejudica toda a população.

O órgão entende que a única forma de promover uma melhoria na linha entre as cidades Maceió e Rio Largo, é uma nova empresa assumir a operação.

Na quarta-feira, 19 de agosto de 2020, uma vídeo conferência feita pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) buscava um acordo entre sindicato, Arsal e Veleiro, sobre a questão dos trabalhadores e seus salários, com a promotoria afirmando que a empresa tem uma frota sucateada, refletindo em dificuldades na acessibilidade de idosos e pessoas com deficiência.

São encontros difíceis porque todos nós sabemos que a Veleiro desrespeita trabalhadores e usuários do transporte público coletivo. Nessa reunião no TRT, por exemplo, que contou com as presenças da promotora de Justiça Fernanda Moreira – Fazenda Pública Municipal, e representantes do Judiciário, do Ministério Público do Trabalho, da Arsal, da Procuradoria-Geral do Estado, da SMTT, do sindicato dos trabalhadores do transporte coletivo e da própria Veleiro, ficou claro que a empresa não tem como permanecer operando a linha Maceió-Rio Largo. A situação é gravíssima porque ela não respeita os direitos das pessoas com deficiência e dos idosos, não cumpre com suas obrigações trabalhistas e possui uma frota completamente sucateada”, explicou o promotor de Justiça Magno Alexandre Moura, da 2ª Promotoria de Justiça de Rio Largo.

Outra alternativa sugerida à Arsal pela promotoria, é uma contratação emergencial de uma empresa de transporte coletivo, até que toda licitação seja concluída. “Isso precisa ocorrer de forma urgente porque não há mais para esperar“, completou Magno Alexandre.

Após a reunião não ficou definido quando e que forma será feita a mudança.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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