Com estrutura frágil, passarela de Paranapiacaba é interditada parcialmente com barreiras fixas de forma emergencial

Publicado em: 21 de agosto de 2020

Bloqueio fixo será mantido até que Ponte seja restaurada. Foto: Redes sociais / SOS Paranapiacaba.

Medida tomada pela Prefeitura de Santo André tem como objetivo evitar que motos circulem pela estrutura

JESSICA MARQUES

A Prefeitura de Santo André, no ABC Paulista, interditou parcialmente a passarela da vila ferroviária histórica de Paranapiacaba, conhecida como “a Ponte”. A interdição foi feita com barreiras fixas, de forma emergencial.

De acordo com a administração municipal, o objetivo é evitar que motos circulem pela estrutura. Pedestres podem passar normalmente pelo local.

Uma vistoria feita pela MRS Logística, empresa responsável pela manutenção da passarela, aponta que muito peso sobre a estrutura representa grande risco para os usuários.

Além disso, a Prefeitura ressalta que, no caso de eventos realizados na vila história, será feito o controle de fluxo de pessoas no local. A medida também terá como objetivo garantir a segurança dos pedestres, por conta dos danos estruturais da Ponte.

Em nota, a Prefeitura afirma que poderá alterar as barreiras, caso os conselhos de preservação de patrimônio (Condephaat e Comdephaapasa) recomende mudanças. A administração municipal vai retirar o bloqueio apenas após o restauro da passarela, o que ainda não tem data para ocorrer.

Confira a nota da Prefeitura, na íntegra:

A Prefeitura de Santo André interditou a passagem de motos sobre a passarela que liga a parte alta à parte baixa de Paranapiacaba após ter sido detectado, em vistoria feita pela MRS Logística, empresa responsável por sua manutenção, que o uso indevido do equipamento centenário representa grande risco para os usuários. É importante ressaltar que o tráfego de veículos em passarelas é proibido, conforme artigo 193 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Para garantir a segurança de todos, a Prefeitura optou por colocar, de forma emergencial, as barreiras de contenção fixas, com bastões de ferro colocados lado a lado, e que são padrão no município. Em um primeiro momento, foram colocados gradis removíveis, o que não surtiu efeito, já que vários motociclistas retiravam os gradis e utilizavam a passarela.

Essa contenção tem como objetivo atender de forma urgente a necessidade de garantir segurança dos usuários e permite alterações caso sejam recomendadas pelos conselhos de preservação de patrimônio (Condephaat e Comdephaapasa), bem como a sua retirada quando ao final do projeto de restauração da passarela. Em caso de eventos na Vila será feito o controle de fluxo de pessoas no local.

Com relação a prazos para o início da restauração da passarela, a Prefeitura informa que a obra é responsabilidade da MRS Logística, empresa responsável pelos equipamentos pertencentes a via férrea na Vila de Paranapiacaba. O projeto do restauro está em estudo e então passará por análise dos conselhos de preservação de patrimônio.

BLOQUEIO CAUSA DIFICULDADES A MORADORES

Em 25 de julho de 2020, a Prefeitura havia feito um bloqueio parcial no local, pelo mesmo motivo. Na ocasião, os moradores retiraram os cadeados para passar com motos e carrinhos de bebê. Por esse motivo, a Prefeitura precisou colocar estruturas fixas de metal.

De acordo com os moradores, o bloqueio interfere no cotidiano de quem reside na Parte Baixa. Dessa população, quem possui moto não consegue acessar a rodovia principal que liga a vila a Rio Grande da Serra e outras cidades do ABC Paulista. A outra opção é uma estrada de terra.

Quem mora em Paranapiacaba também relata dificuldades para receber entregas dos Correios e até mesmo da padaria. Outro problema é que o bloqueio dificulta a passagem de carrinhos de bebê e cadeiras de rodas.

Leia mais: Passarela de Paranapiacaba é parcialmente interditada por estrutura não suportar peso

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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