Greve do transporte coletivo em Juiz de Fora (MG) chega ao segundo dia

Trabalhadores em protesto pelo recebimento de direitos. Foto: Divulgação Sinttro.

Todos veículos da frota estão nas garagens e vans escolares operam o serviço à população

WILLIAN MOREIRA

A greve dos funcionários que atuam no transporte público na cidade mineira de Juiz de Fora chega ao segundo dia nesta quarta-feira, 19 de agosto de 2020.

A categoria, por meio do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Coletivo Urbano (Sinttro), reivindica o pagamento do ticket alimentação, cesta básica e a negociação de um acordo coletivo que garanta os postos de trabalho e salários.

Assim como aconteceu na terça-feira (18), nenhum coletivo saiu das garagens. Por essa razão, a Prefeitura manteve o plano de atendimento emergencial do transporte público por vans do transporte escolar, outro setor já afetado pela pandemia que está sem exercer suas atividades.

Os veículos percorrem o trajeto das linhas de ônibus, cobrando a tarifa igual valor dos coletivos.

O Ministério Público determinou que 30% da frota circule durante a greve, mas a categoria decidiu por uma adesão total e membros do sindicato ficam junto as garagens garantindo que os ônibus não saiam e que sejam feitas negociações com os patrões.

A crise que afeta o transporte local vem desde abril de 2020, quando os efeitos da pandemia começaram a afetar de forma mais seria a saúde financeira das empresas, refletindo no pagamento dos seus colaboradores.

Na ocasião o Sinttro e a Auto Nossa Senhora Aparecida Ltda (Ansal) negociavam para que não houvesse a demissão de 198 pessoas.

A Ansal justificou que estes funcionários seriam contratados em regime de experiência, e a queda de 80% das receitas impedia que fossem efetivados.

Desde então, outras paralisações como forma de protesto vem acontecendo, em julho devido atrasos em pagamentos pela Goretti Irmãos Ltda (Gil), a adesão de trabalhadores de outras empresas e até o presente momento com o envolvimento da justiça pedindo a manutenção de uma frota mínima nas ruas.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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