Consórcio Guaicurus demite 157 funcionários, mas mantém pagamento de plano de saúde

Publicado em: 14 de agosto de 2020

Foto: Gabriel Santos/Ônibus Brasil

Decisão foi acordo da empresa com sindicato e MPT

WILLIAN MOREIRA

Após propostas do Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso do Sul (MPT-MS), o Consórcio Guaicurus chegou a um acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande para promover uma compensação a 157 trabalhadores demitidos durante a pandemia.

No acordo entregue na quinta-feira, 13 de agosto de 2020, o consórcio se compromete a manter até novembro deste ano o Programa de Agendamento Médico e Exames (Plano de Saúde) aos funcionários dispensados e também um cartão especial para eles utilizarem no transporte coletivo nos dias úteis, podendo ser usados até 4 vezes a cada dia.

Na semana passada, o Guaicurus já havia se manifestado para atender a determinação de homologar todas rescisões contratuais na sede do sindicato e entregar para a entidade todos documentos de cada desligamento até 48 horas antes, para uma prévia análise pela entidade.

Ainda haverá, em até 60 dias, uma formalização da negociação coletiva que vai definir as regras e formas para dispensas futuras de funcionários, caso elas venham a acontecer, com o sindicato dando garantias que não realizará novas paralisações.

Na sexta-feira, 07 de agosto, estava prevista uma greve devido às demissões, mas ela foi adiada pelo fato do MPT assumir as negociações e mediar o impasse entre as partes.

O objetivo do Ministério Público do Trabalho é evitar maiores danos à população e à empresa durante a crise causada pelo coronavírus, com a interrupção do transporte coletivo.

O sindicato cita que pelo menos 320 empregados foram dispensados, sendo 150 apenas na semana passada. O Consórcio Guaicurus é responsável por quatro empresas de ônibus na cidade de Campo Grande e justifica a ação pela queda nas receitas e demanda de passageiros.

Para o MPT, é necessário manter o amplo diálogo, reavaliar condições que impliquem em demissões e se ela for feita, uma compensação justa ao trabalhador.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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