Covid-19 causa queda de 38,9% na produção de ônibus no Brasil, de janeiro a julho

Publicado em: 7 de agosto de 2020

Grande parte dos emplacamentos ocorre por meio do Programa Caminho da Escola, do Ministério da Educação. Foto: Divulgação.

Informação foi divulgada pela Anfavea nesta sexta-feira, 07

JESSICA MARQUES

A crise ocasionada pela pandemia de Covid-19 segue afetando o setor de transportes. De janeiro a julho de 2020, houve uma queda de 38,9% na produção de ônibus no Brasil.

Os dados foram divulgados pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) na manhã desta sexta-feira, 07 de agosto de 2020.

De acordo com o levantamento, foram 16.704 ônibus produzidos de janeiro a julho de 2019. Por sua vez, no mesmo período deste ano foram 10.211 chassis fabricados.

Em julho deste ano, por sua vez, foram 1.237 unidades produzidas, comparadas a 2.640 no mesmo mês de 2019. Neste caso, a queda foi de 53,1%.

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EMPLACAMENTO E CAMINHO DA ESCOLA

Por sua vez, o emplacamento de ônibus novos apresentou uma redução de 36,7% no comparativo a 2019. No acumulado deste ano, foram licenciadas 7.239 unidades, enquanto no mesmo período do ano passado, foram 11.430.

“Grande parte dessas unidades foi sustentada pelo Programa Caminho da Escola, que tem sido essencial esse ano para resgatar um pouco do volume para o setor de ônibus, um dos mais atingidos pela crise. Nesse mês, assim como no mês anterior e, acreditamos que por mais alguns meses, temos o reflexo desse programa, mostrando esse número”, avaliou o vice-presidente da Anfavea, Gustavo Bonini.

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Em automóveis, o emplacamento foi de 174,5 mil. De acordo com o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, esse é o pior resultado desde julho de 2006 , mas o melhor resultado desde o início da pandemia.

“Representa 31% sobre o mês anterior, mas uma redução de mais de 28% em relação ao mesmo mês do ano passado”, detalhou o presidente, em coletiva de imprensa.

RANKING

Confira o ranking de marcas, de acordo com a Anfavea, no acumulado do ano:

1º) Mercedes-Benz: 3.896 unidades, queda de 33,9%

2º) MAN/Volkswagen: 1.742 unidades, queda de 44%

3º) Agrale (inclui os miniônibus da Volare): 850 unidades, queda de 37,8%

4º) Volvo: 268 unidades, queda de 40,6%

5º) Scania: 228 unidades, queda de 37,9%

6º) Iveco (inclui os miniônibus CityClass): 143 unidades, queda de 16,4%.

EXPORTAÇÃO

Ainda de acordo com a Anfavea, a exportação de ônibus apresentou uma queda de 46,9% no acumulado do ano. Neste caso, a redução foi de 4.309 para 2.287 unidades. Entretanto, houve um aumento de 47,2% de junho para julho, passando de 381 para 561 ônibus vendidos para o mercado externo.

“Como as empresas ficaram paralisadas durante abril e parcialmente em maio, parte dos embarques foi feito em julho, para reposição de estoques, principalmente de Argentina e México. Também ocorreram alguns represamentos de embarques nos meses anteriores, por conta do problema de liberação de importação de veículos pelo governo argentino. Parte desse problema foi regularizado no mês de julho, devido a esses ajustes”, explicou também o presidente da Anfavea.

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Jessica Marques para o Diário do Transporte

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