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Secretário dos Transportes Metropolitanos de Doria, Alexandre Baldy, é preso pela Lava Jato em São Paulo

Operação da PF investiga crimes de desvio de dinheiro da área da Saúde a partir do Rio de Janeiro e São Paulo

ADAMO BAZANI

O secretário dos Transportes Metropolitanos da gestão João Doria, Alexandre Baldy, foi preso na manhã desta quinta-feira, 06 de agosto de 2020, pela Operação Dardanários, um desdobramento da Operação Lava-Jato. Ele estava em sua casa, na capital paulista.

São investigados possíveis crimes de lavagem de dinheiro, peculato, organização criminosa e corrupção em contratos na área de Saúde em São Paulo e Rio de Janeiro, que teriam ocorrido desde 2017 e 2018.

A PF apura possível combinação entre empresários e agentes públicos, que tinham por finalidade contratações dirigidas.

As investigações não são relacionadas à Secretaria dos Transportes Metropolitanos em São Paulo.

O juiz federal Marcelo Bretas, que analisa os processos da Lava Jato no Rio de Janeiro, expediu seis mandados de prisão e 13 de busca e apreensão com cumprimento em Petrópolis (RJ), São Paulo, São José do Rio Preto (SP), Goiânia e Brasília.

A Dardanários é continuação de outras operações que apuram as supostas fraudes como Fatura Exposta, Calicute e SOS.

Em nota, a STM – Secretaria dos Transportes Metropolitanos, diz que agentes da Polícia Federal estiveram também na sede da pasta em São Paulo e ressaltou que a operação não relação com a atuação dos transportes.

Na manhã de hoje (6), a Polícia Federal esteve na sede da Secretaria dos Transportes Metropolitanos, em São Paulo, cumprindo mandado de busca e apreensão da Operação Dardanários, que foi expedido pela 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro. Importante ressaltar que tal operação não tem relação com a atual gestão do Governo de São Paulo. A STM colaborou junto à PF enquanto estiveram no prédio. Após as buscas, nenhum documento ou equipamento foi levado pela Polícia Federal.

Em nota, o governador João Doria diz que os supostos episódios não têm relação com a gestão em São Paulo e diz que acredita que Baldy vai esclarecer os fatos.

Os fatos que levaram as acusações contra Alexandre Baldy não têm relação com a atual gestão no Governo de São Paulo. Portanto, não há nenhuma implicação na sua atuação na Secretaria de Transportes Metropolitanos. Na condição de Governador de São Paulo, tenho convicção de que Baldy saberá esclarecer os acontecimentos e colaborar com a Justiça.

Em nota, a assessoria de Baldy classificou a prisão de “desnecessária e exagerada” e que serão tomadas providência para revertê-la

Alexandre Baldy tem sua vida pautada pelo trabalho, correção e retidão. Foi desnecessário e exagerado determinar uma prisão por supostos fatos de 2013, ocorridos em Goiás, dos quais Alexandre sequer participou.

Alexandre sempre esteve à disposição para esclarecer qualquer questão, jamais havendo sido questionado ou interrogado, com todos os seus bens declarados, inclusive os que são mencionados nesta situação. A medida é descabida e as providências para a sua revogação serão tomadas.

DECRETO:

Dois dias antes de ser preso pela Operação Dardanários, um desdobramento da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, o secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, foi afastado pelo governador João Doria para “tratar de assuntos de interesse particular”.

Baldy foi preso nesta quinta-feira, 06 de agosto de 2020, em seu apartamento na capital paulista. O decreto com o afastamento foi publicado na terça-feira, 04, com validade até o dia 05, na quarta-feira.

O afastamento nestes casos é considerado habitual quando gestores públicos estão em outros compromissos, como viagem.  Nestes dias, Baldy estava em Brasília, segundo sua assessoria.

A PF diz que encontrou R$ 90 mil em espécie na manhã desta quinta-feira num endereço ligado a Baldy em Brasília. Em outra casa, em Goiânia, foram encontrados R$ 110 mil.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/08/06/secretario-dos-transportes-de-doria-alexandre-baldy-e-preso-pela-lava-jato-em-sao-paulo/

Em abril de 2018 uma reportagem do jornal O Globo revelou anotações encontradas pela Lava Jato no celular do lobista Milton Lyra.

Ele havia sido preso dias antes sob suspeita de irregularidades no fundo de pensão Postalis (dos funcionários dos Correios).

Segundo a matéria, o celular indicou suspeitas de pagamentos ao então ministro das Cidades do governo Temer, Alexandre Baldy (PP), dentre referências a repasses a partidos políticos e a encontros com autoridades públicas e empresários.

Ainda segundo a matéria, a referência mais explícita no celular é ao ministro das Cidades, Alexandre Baldy, com quem Lyra tinha relação próxima. A anotação é de março de 2013, quando Baldy era secretário de Indústria e Comércio do governo de Goiás.

O arquivo do celular do lobista mostra que sua atuação passava por vários setores da economia e órgãos da administração pública, como a Caixa Econômica Federal, Infraero, planos de saúde e energia.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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