Transporte público de Campina Grande opera com apenas 30% da frota

Publicado em: 4 de agosto de 2020

Ônibus da Viação Cruzeiro, uma das quatro empresas do sistema de transporte do município. Foto: Leandro Machado de Castro

Empresas do setor alegam risco de colapso e ameaçam demitir centenas de funcionários nos próximos dias

ALEXANDRE PELEGI

A pandemia de coronavírus afetou duramente as empresas do setor de transporte público de Campina Grande, na Paraíba.

Assim como na maioria das cidades brasileiras, as empresas de ônibus do município do Agreste da Paraíba amaçam encerrar suas atividades nos próximos dias e demitir centenas de trabalhadores.

A queda na demanda foi acentuada, segundo informações do Sitrans, entidade sindical que reúne as empresas do Serviço de Transporte Público de Passageiros por Ônibus do Município.

Dados da Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP) dão números à crise: o número de passageiros caiu de 100 mil por dia (antes da pandemia) para cerca de 15 mil/dia durante a pandemia.

Com a abertura do comércio, os passageiros não voltaram, com a média diária chegando a apenas 33 mil passageiros.

Nesta terça-feira, 04 de agosto, o sistema de transporte opera com somente 30% da frota.

A STTP comunicou que as empresas decidiram nesta segunda-feira reduzir a frota de circulação diante das dificuldades financeiras.

Uma reunião entre a Superintendência e representantes do Sitrans deve acontecer ainda na manhã desta terça-feira.

O Serviço de Transporte Público de Passageiros por Ônibus do Município de Campina Grande é formado pelas seguintes empresas:

Cabral – Viação Santa Rosa Ltda.

Expresso Nacional – A. Candido & Cia Ltda.

Transnacional – Empresa Nacional de Passageiros Ltda.

Viação Cruzeiro – Verônica Salete de Andrade Farias

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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