Greve do Metrô suspensa. Deveria ocorrer nesta terça-feira, 28, e TRT determina 95% da frota operando no horário de pico

Publicado em: 27 de julho de 2020

TINHA SIDO CONFIRMADA EM ASSEMBLEIA, MAS COM NEGOCIAÇÃO, FOI SUSPENSA NA NOITE/MADRUGADA – veja os detalhes neste link

Greve do metrô é *SUSPENSA* com propostas. Metrô funcionará *normalmente*

https://diariodotransporte.com.br/2020/07/28/greve-de-metro-em-sao-paulo-e-suspensa-apos-secretaria-negociar-propostas-com-metroviarios/

 

 

 

 

 

 

Fora do pico, frota deve ser de 65%

ADAMO BAZANI/JÉSSICA MARQUES/WILLIAN MOREIRA

O Metrô de São Paulo terá greve nesta terça-feira, 28 de julho de 2020.

A decisão foi tomada na noite desta segunda-feira, 27, em assembleia virtual e presencial da categoria. Foram 2436 votantes, dos quais, 73% pela greve: Sim 1839 ( 73,38%), Não 545 ( 21,75%), Abstenção 122 ( 4,87%)

A paralisação vai afetar as linhas 1-Azul (Jabaquara/Tucuruvi), 2-Verde (Vila Prudente/Vila Madalena) e 3-Vermelha (Barra Funda/Itaquera) de Metrô e a linha 15-Prata (Vila Prudente/São Mateus) de monotrilho.

As linhas 4-Amarela (São Paulo-Morumbi/Luz) e 5-Lilás (Capão Redondo/Chácara Klabin), de operação privada, não param.

Funcionam também os trens da CPTM e os ônibus comuns e seletivos da EMTU, além de trólebus e ônibus da Metra, no Corredor ABD.

O rodízio municipal de veículos, por sua vez, será suspenso na capital paulista nesta terça-feira, 28 de julho de 2020.

Relembre: Rodízio de veículos será suspenso na capital paulista nesta terça-feira

Terminou sem acordo, a audiência de tentativa de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) entre Metrô de São Paulo, Governo do Estado e os sindicatos que representam os metroviários e os engenheiros, sobre as recentes alterações em direitos trabalhistas e o desconto de 10% dos salários de julho. Uma assembleia na noite desta segunda-feira vai decidir sobre a paralisação, mas, por unanimidade, a diretoria do sindicato optou pela greve.

A audiência virtual foi presidida pelo Desembargador-Relator Fernando Álvaro Pinheiro, que determinou, em caso de paralisação frotas mínimas de 95% no pico e 65% nos demais horários:

  1. Durante o horário de pico, compreendido entre 6h e 9h e 16h30min e 19h30min, deverá ser mantida a prestação mínima para a população de 95% do praticado, em relação à semana anterior; b) Fora do horário de pico, deverá ser garantida a manutenção da prestação mínima para a população de 65% do praticado, em relação à semana anterior.

O magistrado ainda determinou que os percentuais são sobre os serviços e não à mão de obra.

Fica esclarecido que os percentuais acima estabelecidos dizem respeito à prestação do serviço, e não da mão de obra devidamente colocada para tanto.

Em caso de descumprimento por culpa dos metroviários, o sindicato poderá ser multado em R$ 150 mil por dia e se a culpa for do Metrô, a pena se eleva para R$ 500 mil

No caso de descumprimento da Liminar por culpa dos trabalhadores, fica estabelecida a multa diária de R$150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) e, se por culpa da Companhia, fica estabelecida a multa diária de R$500.000,00 (quinhentos mil reais). O cumprimento da Liminar será avaliado segundo análise de Relatório do Sistema de Registro de Frequência (marcação de ponto dos empregados), e do Relatório de Movimentação dos Trens.

Com a falta de consenso, aumenta a possibilidade da greve planejada para 28 de julho terça-feira, não está descartada e sua realização ou não será decidida no começo da noite.

A categoria votará em audiência online e presencial a forma de protesto.

Nesta segunda-feira, 27, de acordo com a ata da audiência, o Ministério Público do Trabalho, por meio do procurador, Ronaldo Lima dos Santos, apresentou a seguinte proposta:

  • Manutenção do adicional noturno de 50%, com o pagamento de adicional noturno de 25% pelo período de 6 meses, e o adiamento da diferença de 25% do adicional noturno, que devem ser pagos integralmente nos 6 (seis) meses subsequentes;
  • Manutenção da Gratificação por Tempo de Serviço, com a garantia dos valores adquiridos até 30/04/2020, e a suspensão da aplicabilidade do percentual pelo período de 6 (seis) meses (01/05/2020 a 01/11/2020), retomando-se o pagamento do direito adquirido neste período no 7º mês, com o consequente pagamento dos respectivos valores retroativos à data de aquisição da progressão;
  • Manutenção do adicional normativo de férias, com o adiamento do pagamento da diferença entre o valor do adicional normativo e o 1/3 constitucional, pelo período de 6(seis) meses, com o consequente pagamento no 7º mês dos respectivos valores retroativos à data do gozo . Com a realização do acordo, os valores de auxílio transporte suprimidos a partir de 30/06, serão ressarcidos;
  • Renovação do ACT, em todas as suas cláusulas, por 12 meses com vigência de 01/05/2020 a 30/04/2021;
  • Manutenção do adicional de horas extras de 100%, com o pagamento de adicional de 50% pelo período de 6 meses, e o adiamento da diferença de 50% dos adicionais de horas extras, que devem ser pagos integralmente nos 6 meses subsequentes, exceto as horas extras compulsórias, que devem ser pagas integralmente (100%).

O desembargador relator informou que acampou a proposta do MPT.

O Metrô, por sua vez, manteve a proposta encaminhada em 22 de junho 2020.

METROVIÁRIOS VEM BUSCANDO NEGOCIAÇÃO

A entidade sindical diz que vem buscando negociar com o Metrô e o Governo do Estado de São Paulo para voltem atrás nas mudanças em direitos trabalhistas, alterados durante a pandemia, dentre os quais:

* redução da hora extra de 100% para 50%;

* fim do adicional de periculosidade dos Operadores de Trem e Agentes de Segurança;

* redução do adicional noturno de 50% para 20%;

* fim do auxílio-transporte da complementação salarial, entre outros.

Durante uma “ live” realizada em 14 de julho, os líderes sindicais afirmaram que a proposta apresentada pelo Metrô, é pior que a anterior, não mostrando uma intenção de negociar os pontos questionados.

A categoria chegou a propor em vez de uma paralisação, trabalhar com as catracas livres sem a cobrança de tarifa, o que foi recusado pela companhia e governo.

Adamo Bazani e Jéssica Marques, jornalistas especializados em transporte e Willian Moreira

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Comentários

  1. Elaine Oliveira disse:

    É um absurdo como esses metroviários são folgados, só pensam no próprio umbigo. Toda a população teve vários prejuízos, mas são egoístas. Esse serviço precisa ser terceirizado e urgentemente.

  2. RodrigoZika disse:

    Pela situação que o país ta e uma piada.

  3. O metrô divulga que a greve foi suspensa, porque a estação Vila Prudente estava fechada ???? disse:

    VCs dizem que a greve foi suspensa , porque a estação Vila Prudente estava fechada.

    1. diariodotransporte disse:

      Leia o texto novo que vc entende

  4. Pablo Trindade disse:

    Depois de muito sufoco consegui pegar o metrô, infelizmente acho que eles inverteram os cálculos, e tem apenas 5% funcionando.

  5. SANDRA ANDRADE GONCALVES DA SILVA disse:

    Parabens aos metroviarios. Alem de arriscaram a vida como serviço essencial, ainda pagar a conta com corte de salario. Isso é ma gestão do Governo

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