Metrô de São Paulo poderá vender energia elétrica não utilizada com novas centrais de geração

Publicado em: 23 de julho de 2020

Metrô de São Paulo diz que quer reduzir custos

Estatal recebeu propostas de estudos por 14 empresas ou consórcio. Empresa quer atuar em outros ramos além do transporte de passageiros, como consultoria para projetos de mobilidade e concessão de sinal de wi-fi

ADAMO BAZANI

O Metrô de São Paulo vai poder vender a energia elétrica que não utilizar para a operação dos trens, equipamentos, estações e áreas administrativas.

A comercialização ao mercado será possível após a instalação de novas centrais de geração.

A estatal publicou oficialmente nesta quinta-feira, 23 de julho de 2020, a relação de 14 empresas ou consórcios que vão apresentar estudos para implantar e manter novas centrais de geração de energia.  A disponibilização da eletricidade excedente é um dos aspectos que devem ser contemplados nos estudos. O modelo prevê redução de custos operacionais com as novas tecnologias.

“instalação, operação e manutenção de central(is) geradora(s) de energia(s) incentivada(s) para a Companhia do Metropolitano de São Paulo, auxiliando na redução de despesas com consumo de energia elétrica, incluindo a comercialização de eventual excedente” – diz o trecho do termo de autorização.

As empresas ou consórcios terão 120 dias para apresentar os estudos. Após a análise dos trabalhos deve ser lançada uma licitação.

As selecionadas são:

  1. Consórcio Enel X, Radar PPP, KMR Energia e Cescon & Barrieu; 2. Consórcio Soma Energias Eirelli (Soma) e Ventus, Inovação & Energia (VIE); 3. Transformadores e Serviços de Energia das Américas S.A.;4. GD Solar Holding S.A.; 5. Modus Engenharia e Serviços Ltda.; 6. CRA Engenharia de Infraestrutura Ltda.; 7. Consórcio Solar Metrô De São Paulo; 8. Consórcio BRA Energia, Edelstein Advogados, Gabriel Tabosa De Castro ME e XVV Advogados; 9. Nova Engevix Engenharia e Projeto S.A.; 10. Aes Tietê Energia S.A.;11. Cobra Brasil Serviços, Comunicações e Energia S.A.; 12. Consórcio Geração Metrô SP;13. Consórcio KL Serviços de Engenharia S.A. e Yasser Holanda Advogados Associados; 14. Consórcio QUANTA, SMF, ORV e AEA

A disponibilização de eletricidade excedente ao mercado é possível de acordo com o marco regulatório do setor energético.

O Metrô de São Paulo tem procurado nos últimos meses atuar em mais negócios,  além de transportar passageiros.

Em 16 de abril de 2019, o Diário do Transporte noticiou que o Metrô de São Paulo passou a oferecer serviços de consultoria para a implantação de projetos de mobilidade por todo o País e até mesmo no exterior.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2019/04/16/metro-de-sao-paulo-prepara-apresentacoes-para-oferecer-servicos-de-consultoria-a-projetos-de-mobilidade-pelo-pais-e-no-exterior/

Em 12 de maio de 2020, o Diário do Transporte noticiou que o Metrô de São Paulo vai conceder o sinal de wi-fi que é disponibilizado ao passageiro para a iniciativa privada.

O intuito é que a empresa ou consórcio que assumir o serviço se responsabilize pelos equipamentos, ampliação e melhoria do sinal da internet, além da manutenção do sistema.

Em troca, a iniciativa privada vai poder comercializar publicidade no momento que o passageiro acessar a internet.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/05/12/metro-de-sao-paulo-vai-conceder-sinal-de-wi-fi-para-passageiros-a-iniciativa-privada/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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