Distrito Federal fiscaliza higienização dos ônibus durante a pandemia

Limpeza é feita com água sanitária. Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília.

Governo também orienta passageiros para uma viagem segura

JESSICA MARQUES

O Governo do Distrito Federal informou, em nota, que está fiscalizando a higienização dos ônibus durante a pandemia de Covid-19. A ação é feita por meio da Semob (Secretaria de Transporte e Mobilidade).

O objetivo é inibir o avanço do contágio no transporte público do Distrito Federal. Desde o início da pandemia, toda a frota formada por 2.822 ônibus de cinco operadoras – Marechal, Piracicabana, Pioneira, São José e Urbe –, passa diariamente por rigorosa higienização, segundo o Governo.

“A limpeza é feita com hipoclorito de sódio (água sanitária), pulverizada em todo o interior do veículo. Os locais mais visados na limpeza são aqueles que os usuários manuseiam com frequência, como os corrimãos da escada, portas, bancos e balaústres horizontais e verticais usados pelos passageiros que andam em pé”, detalhou a Semob, em nota.

“A orientação do Departamento de Fiscalização da Semob é que a higienização seja feita em cada veículo após a volta das viagens e que seja verificado se todos os ônibus estão andando com as janelas abertas durante o percurso”, informou também.

Também foi acordado com os donos das operadoras o fornecimento de máscaras e álcool gel para os seus funcionários, sob pena de multa em caso de descumprimento da medida.

Com relação aos ônibus articulados, cujas janelas não abrem, o Governo solicita que as pessoas não embarquem em caso de lotação.

DICAS AOS PASSAGEIROS

O Governo do Distrito Federal também publicou diversas dicas aos passageiros para uma viagem segura. Confira:

A gerente de Risco da Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde (SES), Fabiana de Mattos Rodrigues, reforça que as janelas dos ônibus devem permanecer abertas para facilitar a troca do fluxo de ar. Ela também orienta que as pessoas devem sempre usar máscaras, cobrindo nariz e boca.

“O ideal é que os usuários tenham sempre à mão seu próprio frasco contendo álcool 70% para higienizar as mãos todas as vezes que tocarem as superfícies do veículo, além de manter uma distância mínima de segurança”, afirma.

No caso das mulheres, é preciso ainda mais atenção em razão do uso de acessórios, como anéis, pulseiras, relógios, bolsas e o penteado. Fabiana de Mattos recomenda manter os cabelos presos para evitar tocá-los com frequência.

A bolsa, preferencialmente de material higienizável por álcool, deve ser mantida no colo, evitando contato com o chão. “O próprio comportamento determina se a pessoa está mais exposta ou não”, resume a gestora.

As unhas, por sua vez, devem ser curtas, e o esmalte precisa estar sempre íntegro, o que reduz a chance de acumular sujidades e microrganismos.

O ideal também é evitar o uso de bijuterias. Esses adornos não permitem que a higiene das mãos seja realizada de forma correta, já que não é possível alcançar toda a superfície da pele.

Para maior proteção, é recomendado ainda não usar sapatos abertos, o que ajuda a evitar a exposição ao vírus.

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Jessica Marques para o Diário do Transporte

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