Prefeitura de Campo Grande afirma que empréstimo de 120 milhões da CEF está atrelado à implantação de corredores de ônibus

Publicado em: 18 de julho de 2020

Foto: prefeitura de Campo Grande (MS)

Contrato assinado em 2012 é destinado aos corredores sudoeste, sul e norte que beneficiam o transporte público

ALEXANDRE PELEGI

A prefeitura de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, informa que ao cumprir o plano diretor de transporte e mobilidade, exigência da Política Nacional de Mobilidade Urbana conforme definida pela Lei Federal 12.587, está garantindo a empréstimo de R$ 120 milhões firmado com a Caixa Econômica Federal (CEF) em 2012.

O Plano de Mobilidade Urbana da capital está em vigor desde 2015, e é uma exigência da lei federal para cidades com mais de 20 mil habitantes.

Por ele, a prefeitura se comprometeu a implantar 69 quilômetros de corredores de ônibus, com estações de pré-embarque, com o objetivo de melhorar a qualidade do transporte coletivo de Campo Grande.

O serviço é utilizado diariamente por 140 mil pessoas.

Para implantar os corredores sudoeste, sul e norte a prefeitura contratou o empréstimo junto à CEF, que prevê a execução de obras de drenagem, de recapeamento e sinalização.

Segundo dados da prefeitura, já foram investidos R$ 30 milhões nas obras executadas em três vias que integram os corredores sudoeste (Guia Lopes/ Brilhante e Bandeirantes) e Norte (a Rua Bahia).

Técnicos da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) afirma que a Prefeitura não pode deixar de implantar os corredores e as estações, sob pena de perder o direito ao empréstimo, o que causará prejuízo aos cofres públicos. O município terá de devolver os R$ 30 milhões já aplicados e deixará de receber o valor remanescente do empréstimo, R$ 90 milhões.

A prefeitura informa que sem estes recursos ela não poderá recapear e implantar corredores nas avenidas Marechal Deodoro, Calógeras e Gury Marques.

A Agetran afirma que os corredores vão garantir uma via exclusiva para a circulação dos ônibus, que hoje disputam espaço com os demais veículos.

A velocidade média deve subir de 16 para 24 quilômetros, reduzindo o tempo de viagem e o tempo de espera dos usuários.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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