Doria atualiza fases das cidades. Quarentena renovada até 30 de julho

Publicado em: 10 de julho de 2020

Ônibus no interior de São Paulo. Transportes entre cidades são desafios em época de pandemia

Alterações influenciam demanda de passageiros no transporte público

ADAMO BAZANI

O governador de São Paulo, João Doria, e sua equipe atualizaram nesta sexta-feira, 10 de julho de 2020, as fases da quarentena nas cidades que determinam quais tipos de atividades podem abrir, mesmo com restrições. A quarentena que terminaria em 14 de julho, foi renovada de 15 a 30 de julho.

É a sexta atualização das cidades.

Grande parte do interior do Estado foi para a fase laranja. Cidades das regiões de Campinas, Franca, Araçatuba e de Ribeirão Preto ficam no vermelho.

Baixada Santista, as regiões Oeste, Leste e Sudoeste da Grande São Paulo passam do laranja para o amarelo. Itaquaquecetuba também evoluiu para a fase de cor amarela

A capital paulista e o ABC se mantiveram no amarelo.

A região metropolitana foi dividida em cinco sub-regiões.

Norte: Caieiras, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha, Mairporã;

Leste: Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Salesópolis, Santa Isabel, Suzano

Sudeste: Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul;

Sudoeste: Cotia, Embu,Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra, Vargem Grande Paulista;

Oeste: Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba

Na atualização passada em 03 de julho de 2020, como mostrou o Diário do Transporte, a região de Campinas, no interior de São Paulo, e de Itaquaquecetuba, na região metropolitana, retrocederam para a fase vermelha, a mais rígida.

DADOS DA DOENÇA:

Na entrevista coletiva, foram informados também os dados da doença no Brasil e com o recorte para o Estado de São Paulo

Covid-19 – 10/07/2020

BRASIL – 1.755.779casos confirmados – 69.184 óbitos
SÃO PAULO – 359.110 casos confirmados – 17.442 óbitos

Taxa ocupação UTI
ESTADO SP – 65%
GRANDE SP – 63,8%

Internados
UTIs- 5.291
Enfermaria – 8.259

Casos Recuperados – 204.531
Altas hospitalares – 51.515

PARQUES ESTADUAIS:

Os parques estaduais também abrem na segunda-feira, 13 de julho de 2020, a exemplo dos parques municipais.

Os parques Água Branca, Villa Lobos, Cândido Portinari e Ecológico do Tietê abrem das 10h às 16h, somente de segunda a sexta-feira.

Já o Jardim Botânico, Zoológico e Zoo-Safari abrem de segunda sexta-feira das 10h às 16h e aos sábados, das 9h às 16h.

Há regras, como restrição de número de visitantes a 50% da capacidade, uso de máscaras e restrição de acesso.

Atividades coletivas não vão ser permitidas.

Os parques temáticos só devem abrir 28 dias depois de as cidades onde estão migrarem e permanecerem na fase verde.

PARQUES MUNICIPAIS:

O prefeito de São Paulo Bruno Covas anunciou em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira, 09 de julho de 2020, que a partir de segunda-feira, 13, em torno de 70 parques dos 107  existentes vão reabrir na cidade.

Os parques do Carmo e Ibirapuera vão funcionar das 6h às 16h e os demais, das 10h às 16h.

Só poderão entrar 40% da capacidade e serão proibidas atividades coletivas. Os espaços de recreação infantil estarão fechados.

Haverá controle de acessos.

Bebedouros não estarão disponíveis e o uso de máscara será obrigatório.

Não haverá funcionamento aos fins de semana, com abertura assim ocorrendo de segunda a sexta-feira neste primeiro momento.

Bruno Covas ainda disse que ainda não estão previstas a abertura da Avenida Paulista para atividades de recreação, com fechamento para o trânsito, e nem a abertura para pedestres do elevado João Goulart (minhocão) aos domingos.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/07/09/bruno-covas-reabre-70-parques-municipais-de-sao-paulo-a-partir-desta-segunda-feira-13/

DECRETO E FASES:

Diário do Transporte mostrou no dia 29 de maio de 2020, a gestão João Doria publicou o decreto 64.994, em edição extraordinária do Diário Oficial do Estado de São Paulo, com as regras para as mudanças de fases nas cidades.

A região metropolitana foi dividida em cinco sub-regiões.

Norte: Caieiras, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha, Mairporã;

Leste: Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Salesópolis, Santa Isabel, Suzano

Sudeste: Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul;

Sudoeste: Cotia, Embu,Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra, Vargem Grande Paulista;

Oeste: Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba

São cinco fases. No decreto, a equipe de Doria também detalha quais as atividades permitidas em cada uma destas fases:

Fase 1 (Vermelha): Alerta Máximo – Fase de contaminação, com liberação apenas para serviços essenciais)

Na fase vermelha, ficam liberadas apenas as atividades consideradas essenciais

– Saúde: hospitais, clínicas, farmácias, clínicas odontológicas, lavanderias e estabelecimentos de saúde animal.

– Alimentação: supermercados, hipermercados, açougues e padarias, lojas de suplemento, feiras livres. É vedado o consumo no local.

– Bares, lanchonetes e restaurantes: permitido serviços de entrega (delivery) e que permitem a compra sem sair do carro (drive thru). Válido também para estabelecimentos em postos de combustíveis.

– Abastecimento: cadeia de abastecimento e logística, produção agropecuária e agroindústria, transportadoras, armazéns, postos de combustíveis e lojas de materiais de construção.

– Logística: estabelecimentos e empresas de locação de veículos, oficinas de veículos automotores, transporte público coletivo, táxis, aplicativos de transporte, serviços de entrega e estacionamentos.

– Serviços gerais: lavanderias, serviços de limpeza, hotéis, manutenção e zeladoria, serviços bancários (incluindo lotéricas), serviços de call center, assistência técnica de produtos eletroeletrônicos e bancas de jornais.

– Segurança: serviços de segurança pública e privada.

– Comunicação social: meios de comunicação social, inclusive eletrônica, executada por empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens.

– Construção civil, agronegócios e indústria: sem restrições.

Fase 2 (Laranja): Controle – Fase de atenção, com eventuais liberações.

Na fase laranja, shoppings centers (com proibição de abertura das praças de alimentação), comércio de rua e serviços em geral podem funcionar com capacidade limitada a 20%, horário reduzido para quatro horas seguidas e adoção dos protocolos padrão e setoriais específicos. Fica proibida a abertura de bares e restaurantes para consumo local, salões de beleza e barbearias, academias de esportes em todas as modalidades e outras atividades que gerem aglomeração.

Fase 3 (Amarela): Flexibilização – Fase controlada, com maior liberação de atividades

Na fase amarela, shoppings centers (com proibição de abertura das praças de alimentação), comércio de rua e serviços em geral podem funcionar com capacidade a limitada 40%, horário reduzido para seis horas seguidas e adoção dos protocolos padrão e setoriais específicos. Adiciona-se à lista salões e barbearias, além de bares e restaurantes que estarão liberados com restrições. O governo do Estado antecipou para esta fase as academias, parques e salões de beleza e barbearias.

Fase 4 (Verde): Abertura Parcial – Fase decrescente, com menores restrições

Na fase verde, fica liberado o funcionamento de todos os estabelecimentos comerciais e de serviços, incluindo academias e praças de alimentação dos shoppings, desde que com capacidade limitada a 60% e adoção dos protocolos padrão e setoriais específicos. Ficam proibidos eventos que gerem aglomeração.

Fase 5 (Azul): Normal controlado – Fase de controle da doença, liberação de todas as atividades com protocolos de segurança e higiene.

Retomada da economia dentro do chamado “novo normal”

COMO MUDAR DE FASE:

A publicação também detalha como será a medição dos resultados para que cada uma das regiões do Estado mude de fase, evoluindo ou regredindo.

São dois critérios: capacidade de resposta do sistema de saúde e evolução da epidemia.

Segundo nota do Governo do Estado de São Paulo, o critério “Capacidade de Resposta do Sistema de Saúde” é composto pelos seguintes indicadores:

(1) taxa de ocupação de leitos hospitalares destinados ao tratamento intensivo de pacientes com COVID-19; e

(2) quantidade de leitos hospitalares destinados ao tratamento intensivo de pacientes com COVID-19 por 100 mil habitantes.

Já o critério “Evolução da epidemia” é composto por três resultados:

(1) taxa de contaminação;

(2) taxa de internação;

(3) taxa de óbitos. Os cálculos para cada um dos indicadores são detalhados no decreto.

O número de novas internações (taxa de internação) terá maior peso, uma vez que reflete com maior precisão a incidência da doença na população avaliada.

Desta forma, diferentes regiões poderão, a depender dos critérios objetivos definidos pelos Anexos, atuarem em fases distintas. Uma região poderá ter maior celeridade na abertura, ao passo que outra demorará mais tempo para retomar alguns setores da atividade econômica.

Como se pode depreender, a evolução da retomada econômica no estado dependerá na prática do equilíbrio entre a forma como o sistema de saúde responderá à epidemia, e à velocidade como o vírus se propagará.

A análise vai ser feita de acordo com cada região. Após a movimentação de prefeitos da Grande São Paulo, o governo do Estado dividiu a região metropolitana em cinco sub-regiões. A capital paulista será analisada como uma região separada das outras cidades, segundo nota da gestão Doria, pelo fato de ser muito grande e comportar “capacidade estrutural e independente de saúde.”

As análises serão feitas pelo Centro de Contingência e ainda levarão em conta informações do SIMI-SP (Sistema de Informações e Monitoramento Inteligente) e orientações do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e das diretrizes emanadas da Secretaria de Estado da Saúde.

Como se pode ler no Decreto, dois temas serão utilizados concomitantemente na definição da retomada das atividades econômicas: a questão regional, e a fase que cada região poderá adotar para tal abertura e flexibilização.
Para definir essas variáveis, dois anexos acompanham o Decreto.
O primeiro deles é uma Nota Técnica do Centro de Contingência de SP e define que para a modulação da proposta de regionalização serão usados basicamente dos critérios: a capacidade hospitalar e a propagação da doença, visto com uma visão regionalizada e considerando as áreas de abrangência dos Departamentos Regionais de Saúde (DRS) e das Redes Regionais de Atenção à Saúde (RRAS)
Para a definição das fases foi publicado o Anexo 2. Para calcular a fase de risco de cada área, também serão utilizados dois critérios: a capacidade de resposta do sistema de saúde e a Evolução da Epidemia.
Em ambos os casos, foram definidos uma série de indicadores para se calcular a intensidade de cada critério, de onde decorrerá a definição da fase.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. Luiz Roberto disse:

    As empresas que prestam serviços para o Detran/Poupatempo estão pedindo socorro, pois estão com seus contrato suspensos desde 23/03/2020 e sem previsão de retomada, porem elas tem que pagar o salario dos seus colaboradores no plano de manutenção de emprego. Segundo o Poupatempo foi feito um plano emergencial com essas empresas, mas na verdade nada foi feito, muitas empresas vão quebrar e a demissão dos terceirizados será em massa.

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