Claudio Callak deixa presidência do Rio Ônibus em meio às novas exigências para os transportes municipais

Publicado em: 7 de julho de 2020

Claudio Callak em entrevista ao Diário do Transporte em 2018.

De acordo com imprensa local, com queda, grupo de Jacob Barata será fortalecido

ADAMO BAZANI/JESSICA MARQUES

O empresário de ônibus, dono do Grupo Real, Claudio Callak, deixou nesta terça-feira, 07 de julho de 2020, a presidência do Rio Ônibus, sindicato que reúne as viações da capital.

O grupo está em recuperação judicial e uma de suas empresas, que operava em Guarulhos, na Grande São Paulo, deixou de prestar serviços em 1º de abril deste ano, como adiantou o Diário do Transporte.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/04/01/real-transportes-metropolitanos-de-guarulhos-deixa-de-operar-segundo-funcionarios/

O desligamento foi noticiado pelos jornais Extra e o Globo e confirmado pelo Diário do Transporte com fontes do setor.

A saída de Callak ocorre em meio às novas exigências operacionais da prefeitura frente à Covid-19, como lotação regulada dos ônibus (inclusive com demarcações no assoalho) e multa de R$ 924 se o número de passageiros exceder o determinado, colocação de barreiras físicas para proteger motoristas e cobradores, 100% da frota em operação, entre outras.

De acordo com os jornais Extra e o Globo, a saída do empresário do comando do Rio Ônibus se dá por causa de uma disputa política na representação do setor e, a queda de Callak é entendida como um sinal de fortalecimento do grupo de Jacob Barata, já que o dono do Grupo Real não tinha ligações diretas com os negócios do chamado “Rei do Ônibus”.

Ainda não foi divulgado oficialmente um substituto, mas interinamente deve assumir o comando das viações, Eurico Galhardi, que já foi sócio de Barata, de acordo com a publicação.

Callak assumiu o comando do Rio Ônibus em meio à operação Ponto Final, deflagrada em 03 de julho de 2017 pela Polícia Federal, que investigou uma série de atos de corrupção envolvendo empresários de ônibus do Rio de Janeiro. Na ocasião foram presos empresários de peso da região, como Jacob Barata Filho, Marcelo Traça Gonçalves, da Rio Ita, José Carlos Reis Lavouras – Grupo JAL, e o presidente do Rio Ônibus (municipais da capital) e da Fetranspor (Estado), Lelis MarcusTeixeira.

Segundo procuradores do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, o ex-governador Sérgio Cabral, teria recebido entre os anos de 2010 e 2016, R$ 122,8 milhões em propinas de empresários de ônibus do Estado.

A Operação Ponto Final foi um desdobramento da Lava Jato.

Adamo Bazani e Jessica Marques, jornalista especializado em transportes

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