Cidades caminham para fases mais flexíveis da quarentena em São Paulo, diz Patrícia Ellen

Publicado em: 6 de julho de 2020

Secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, nesta segunda-feira, 06 de julho de 2020.

As mudanças de faixas interferem diretamente na demanda de transportes. Governador João Doria disse que Anvisa aprovou realização de testes da vacina contra a Covid-19. Até sexta-feira, Bruno Covas deve definir abertura de parques

ADAMO BAZANI/WILLIAN MOREIRA

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, disse em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, 06 de julho de 2020, que o Estado deve avançar para que mais cidades tenham maior flexibilização de atividades nas fases da quarentena.

Segundo Ellen, as regiões em área vermelha estão caminhando para a fase laranja e as que estão na fase laranja tendem a ir para a amarela.

“Para mantermos essa trajetória, precisamos todos fazer a nossa parte, respeito a protocolos, uso de máscaras, pensamento coletivo” – disse Ellen

Parcela significativa do Estado ainda está na fase vermelha, a mais restritiva, e algumas regiões até retrocederam de faixas.

A região de Campinas, no interior de São Paulo, e a cidade de Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo retrocederam para a fase vermelha.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/07/03/doria-muda-cidades-de-fase-da-quarentena-e-antecipa-abertura-de-cinemas-e-teatros-bruno-covas-define-protocolos-de-bares-e-restaurantes/

Os resultados com as alterações são divulgados às sextas-feiras.

As mudanças de faixas interferem diretamente na demanda de transportes e requer que as operadoras de ônibus, trens e metrô aumentem a frota e reprogramem as partidas.

ANVISA LIBERA TESTES DA VACINA:

O governador João Doria anunciou também na coletiva que a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou o Instituto Butantã a iniciar os testes com a vacina desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac. Serão selecionados a partir de 13 de julho os primeiros voluntários e, a partir de 20 de julho, começam de fato estes testes. Serão nove mil voluntários, todos profissionais da área da Saúde, em cinco estados Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.

João Doria disse ainda que até agora, o Estado realizou mais de um milhão de testes, por isso que haverá crescimento do número de casos, segundo a versão do governador.

ABERTURA DE PARQUES

Na mesma entrevista coletiva, o prefeito Bruno Covas Bruno Covas disse que até sexta feira será anunciada a data e horário da reabertura dos mais de cem parques municipais. Os espaços não devem abrir incialmente aos finais de semana.

NÚMEROS DA COVID:

Na coletiva, o coordenador do centro de contingenciamento da Covid-19 em São Paulo, Paulo Menezes, atualizou os números da Covid-19 no estado e no Brasil.

BRASIL – 1.603.055 casos confirmados – 64.867 óbitos

SÃO PAULO – 323.070 casos confirmados – 16.134 óbitos

Taxa ocupação UTI

ESTADO SP – 63,9%

GRANDE SP – 63,3%

Internados

UTIs- 5.501

Enfermaria – 8.023

Casos Recuperados – 176.494

Altas hospitalares – 48.366

DECRETO E FASES:

Diário do Transporte mostrou também que no dia 29 de maio de 2020, a gestão João Doria publicou o decreto 64.994, em edição extraordinária do Diário Oficial do Estado de São Paulo, com as regras para as mudanças de fases nas cidades.

São cinco fases. No decreto, a equipe de Doria também detalha quais as atividades permitidas em cada uma destas fases:

Fase 1 (Vermelha): Alerta Máximo – Fase de contaminação, com liberação apenas para serviços essenciais)

Na fase vermelha, ficam liberadas apenas as atividades consideradas essenciais

– Saúde: hospitais, clínicas, farmácias, clínicas odontológicas, lavanderias e estabelecimentos de saúde animal.

– Alimentação: supermercados, hipermercados, açougues e padarias, lojas de suplemento, feiras livres. É vedado o consumo no local.

– Bares, lanchonetes e restaurantes: permitido serviços de entrega (delivery) e que permitem a compra sem sair do carro (drive thru). Válido também para estabelecimentos em postos de combustíveis.

– Abastecimento: cadeia de abastecimento e logística, produção agropecuária e agroindústria, transportadoras, armazéns, postos de combustíveis e lojas de materiais de construção.

– Logística: estabelecimentos e empresas de locação de veículos, oficinas de veículos automotores, transporte público coletivo, táxis, aplicativos de transporte, serviços de entrega e estacionamentos.

– Serviços gerais: lavanderias, serviços de limpeza, hotéis, manutenção e zeladoria, serviços bancários (incluindo lotéricas), serviços de call center, assistência técnica de produtos eletroeletrônicos e bancas de jornais.

– Segurança: serviços de segurança pública e privada.

– Comunicação social: meios de comunicação social, inclusive eletrônica, executada por empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens.

– Construção civil, agronegócios e indústria: sem restrições.

Fase 2 (Laranja): Controle – Fase de atenção, com eventuais liberações.

Na fase laranja, shoppings centers (com proibição de abertura das praças de alimentação), comércio de rua e serviços em geral podem funcionar com capacidade limitada a 20%, horário reduzido para quatro horas seguidas e adoção dos protocolos padrão e setoriais específicos. Fica proibida a abertura de bares e restaurantes para consumo local, salões de beleza e barbearias, academias de esportes em todas as modalidades e outras atividades que gerem aglomeração.

Fase 3 (Amarela): Flexibilização – Fase controlada, com maior liberação de atividades

Na fase amarela, shoppings centers (com proibição de abertura das praças de alimentação), comércio de rua e serviços em geral podem funcionar com capacidade a limitada 40%, horário reduzido para seis horas seguidas e adoção dos protocolos padrão e setoriais específicos. Adiciona-se à lista salões e barbearias, além de bares e restaurantes que estarão liberados apenas para atendimento ao ar livre. Academias e eventos que gerem aglomeração continuam com abertura suspensa.

Fase 4 (Verde): Abertura Parcial – Fase decrescente, com menores restrições

Na fase verde, fica liberado o funcionamento de todos os estabelecimentos comerciais e de serviços, incluindo academias e praças de alimentação dos shoppings, desde que com capacidade limitada a 60% e adoção dos protocolos padrão e setoriais específicos. Ficam proibidos eventos que gerem aglomeração.

Fase 5 (Azul): Normal controlado – Fase de controle da doença, liberação de todas as atividades com protocolos de segurança e higiene.

Retomada da economia dentro do chamado “novo normal”

COMO MUDAR DE FASE:

A publicação também detalha como será a medição dos resultados para que cada uma das regiões do Estado mude de fase, evoluindo ou regredindo.

São dois critérios: capacidade de resposta do sistema de saúde e evolução da epidemia.

Segundo nota do Governo do Estado de São Paulo, o critério “Capacidade de Resposta do Sistema de Saúde” é composto pelos seguintes indicadores:

(1) taxa de ocupação de leitos hospitalares destinados ao tratamento intensivo de pacientes com COVID-19; e

(2) quantidade de leitos hospitalares destinados ao tratamento intensivo de pacientes com COVID-19 por 100 mil habitantes.

Já o critério “Evolução da epidemia” é composto por três resultados:

(1) taxa de contaminação;

(2) taxa de internação;

(3) taxa de óbitos. Os cálculos para cada um dos indicadores são detalhados no decreto.

O número de novas internações (taxa de internação) terá maior peso, uma vez que reflete com maior precisão a incidência da doença na população avaliada.

Desta forma, diferentes regiões poderão, a depender dos critérios objetivos definidos pelos Anexos, atuarem em fases distintas. Uma região poderá ter maior celeridade na abertura, ao passo que outra demorará mais tempo para retomar alguns setores da atividade econômica.

Como se pode depreender, a evolução da retomada econômica no estado dependerá na prática do equilíbrio entre a forma como o sistema de saúde responderá à epidemia, e à velocidade como o vírus se propagará.

A análise vai ser feita de acordo com cada região. Após a movimentação de prefeitos da Grande São Paulo, o governo do Estado dividiu a região metropolitana em cinco sub-regiões. A capital paulista será analisada como uma região separada das outras cidades, segundo nota da gestão Doria, pelo fato de ser muito grande e comportar “capacidade estrutural e independente de saúde.”

As análises serão feitas pelo Centro de Contingência e ainda levarão em conta informações do SIMI-SP (Sistema de Informações e Monitoramento Inteligente) e orientações do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e das diretrizes emanadas da Secretaria de Estado da Saúde.

Como se pode ler no Decreto, dois temas serão utilizados concomitantemente na definição da retomada das atividades econômicas: a questão regional, e a fase que cada região poderá adotar para tal abertura e flexibilização.
Para definir essas variáveis, dois anexos acompanham o Decreto.
O primeiro deles é uma Nota Técnica do Centro de Contingência de SP e define que para a modulação da proposta de regionalização serão usados basicamente dos critérios: a capacidade hospitalar e a propagação da doença, visto com uma visão regionalizada e considerando as áreas de abrangência dos Departamentos Regionais de Saúde (DRS) e das Redes Regionais de Atenção à Saúde (RRAS)
Para a definição das fases foi publicado o Anexo 2. Para calcular a fase de risco de cada área, também serão utilizados dois critérios: a capacidade de resposta do sistema de saúde e a Evolução da Epidemia.
Em ambos os casos, foram definidos uma série de indicadores para se calcular a intensidade de cada critério, de onde decorrerá a definição da fase.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Willian Moreira, em colaboração especial para o Diário do Transporte

 

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Comentários

  1. JOSE LUIZ VILLAR COEDO disse:

    Assistam aos noticiários no YOUTUBE da BBC Brasil! E descubram como nos enganam… tanto o Bolsonaro… quanto os seus desafetos Doria, Bruno Covas e outros! ACORDA SAO PAULO E ESTADO DE SAO PAULO! TEM GENTE MORRENDO DE CORONAVIRUS PACAS! A QUARENTENA NÃO PODE SER FLEXIBILIZADA AINDA! NÃO DESSE JEITO!

  2. RodrigoZika disse:

    Ta liberando por pressão de empresário, já que muitos quebraram, e estabelecimentos menores pior ainda, uns nem abrião mais, não tem outro jeito, ou volta ou quebra o estado, já que no fim o governo também precisa arrecadar impostos.

  3. Ismael Junior disse:

    Aqui na região de Jundiaí em vez de evoluir retrocedeu…

  4. Eduardo Yamamoto disse:

    Os caras são loucos … interior tá pegando fogo
    Cada dia aumenta o número de infectados e tenho certeza que amanhã ele irá tirar a região de Bauru e Marília da fase 1 e pôr na 2 por pressão de empresários e de politicagem …!!!
    Se isso acontecer … em pouco tempo aqui será uma zona de mortos …. Miséricordia

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