Nem ônibus vazios demais, nem veículos superlotados: como a Mobi Brasil encontrou o equilíbrio operacional na crise

Publicado em: 2 de julho de 2020

A pandemia da Covid-19 tem trazido grandes desafios para o setor de transporte coletivo, levando as empresas a operarem com oferta superior à demanda em função da necessidade de prevenir o contágio, reduzindo ao máximo a lotação dos veículos.

Através da ferramenta Controle de Demanda, oferecida aos clientes Cittati gratuitamente durante o período da Covid-19, a Mobi Brasil pôde ter uma melhor gestão da sua frota para avaliar a demanda e tomar decisões mais rápidas e assertivas na operação.

Segundo Rafael Pereira supervisor de planejamento e operações da Mobi Brasil, “com o Controle de Demanda leva-se um dia para ter acesso aos dados (Otimização de tempo e custo). Os painéis da ferramenta (dashboards) mostram análises para casos variados e de forma rápida, o que facilita encontrar problemas e ações fáceis para cada caso, dando mais agilidade e rapidez para responder e criar estratégias, simplificando o que pode ser aplicado nas operações das linhas”.

Com a queda da demanda, é preciso quantificar isso. Vai cair quanto? A resposta exata faz toda a diferença, e evita que ônibus circulem sem a necessidade, desperdiçando diesel e custo de mão de obra por exemplo.

Um ônibus com capacidade de 88 pessoas estava no final da viagem dando 104 passageiros transportados. Porém, devido ao fator de renovação (sobe/desce) que se acompanha com o Controle de Demanda, vimos que o número máximo de passageiros transportados naquele ônibus foi de 73 pessoas durante o percurso”, relata a Mobi Brasil.

Isso mostra, segundo a empresa, que os dados são importantes e confiáveis para se mostrar ao órgão gestor, e auxilia em uma tomada de decisão para aumentar ou diminuir a quantidade de viagens. “Neste exemplo, poderia haver solicitação para que se colocassem mais ônibus, mas a ferramenta provou não ser necessário devido ao fator de renovação. Apenas com os dados brutos, não é possível dialogar com o órgão gestor”, afirma Rafael.

Nem ônibus vazios demais, nem veículos superlotados, um problema mais sério do que nunca numa situação de pandemia. Este equilíbrio delicado entre ônibus cheios ou vazios demais só pode ser obtido com a tecnologia.

Rafael Complementa: “A ferramenta se mostrou primordial para superar este momento crítico. A tecnologia veio para auxiliar as empresas a ter agilidade e rapidez para aplicar melhor ações e estratégias e ter maior controle da operação, garantindo que ela continue funcionando mesmo com equipe reduzida e conseguindo entregar qualidade no transporte coletivo, sendo crucial para enfrentar crises e evitar erros para as garagens de ônibus”.

Realocar recursos e veículos não é uma solução simples que uma empresa de ônibus costuma poder tomar sozinha. Normalmente, esse tipo de decisão precisa ter um informações confiáveis e ser aprovada por um órgão gestor.

Neste caso em especial a ferramenta de Controle de Demanda mostra sua importância: com ela, empresas foram capazes de provar quais eram as linhas que estavam andando com quase nenhum passageiro e quais delas estavam com passageiros demais, justificando possíveis realocações de veículos por linha, e comprovando também para a população que estavam fazendo sua parte para frear a pandemia.

Para saber mais sobre a ferramenta Controle de Demanda clique aqui.

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Comentários

  1. Valdir Rodrigues Santos disse:

    Estamos vivendo tempos difíceis, muita competicao, quem apresentar o melhor servico é claro, terá a posibilidade de subir um degrau no mundo da competicao, bons servico mais passageiros e mais passageiro mais lucratividade, é uma cadeia, sobre a tecnología será bem aceita é pra somar?
    Manda pra cá kkk

  2. Bruno Quintiliano disse:

    Superlotados sim. Uma passada no corredor da ver João de Luca/Cupecê comprova. Não respeitam intervalos, ônibus reservados constam no monitoramento do site/app como circulando na linha. Na rua zike tuma, em obras de recapeamento, se aproveitam pra cortar caminho, com um desvio muito maior que o necessário, deixando muitas pessoas desatendidas, em um momento que o transporte já está pior. E não tem um único post ou cartaz explicando as alterações. Tudo isso acobertado pela prefeitura, que faz todos os caprichos desse cartel.

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