Defensoria Pública busca soluções para evitar aglomerações nos ônibus de Manaus (AM)

Foto: Clóvis Miranda/Defensoria Pública do Estado do Amazonas

A intenção do órgão é evitar maiores riscos da transmissão do coronavírus

WILLIAN MOREIRA

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) realizou na sexta-feira, 26 de junho de 2020, uma reunião por videoconferência com representantes do Governo do Estado e da prefeitura de Manaus, do comércio, da construção civil, das empresas do transporte público e da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Amazonas (OAB-AM), para debater alternativas que sejam viáveis e ponham um fim à superlotação e maiores aglomerações nos ônibus da capital amazonense.

Dentre as medidas propostas pelo grupo está a de praticar o escalonamento do trabalho para que atividades de cada setor trabalhem em horários diferentes, distribuindo o público que necessita dos ônibus para horários variados. Outra medida foi o incentivo à bilhetagem eletrônica para diminuir ou eliminar o uso do dinheiro para o pagamento da tarifa, além da vinculação de campanhas educativas afim de ensinar as maneiras corretas de tomar cuidados com a higiene.

A proposta da Defensoria de escalonar as atividades de trabalho está sob análise da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL), Associação Comercial do Amazonas (ACA), Sindicato das Indústrias da Construção Civil de Manaus (Sinduscon), ficando a cargo do Poder Público Municipal e Estadual viabilizar que essa ação aconteça.

“Saímos da reunião com um norte a ser seguido e uma resposta para a sociedade. Todos os envolvidos se mostraram propensos ao diálogo e dispostos a colaborar para que a retomada do comércio e demais atividades não recoloque o Estado em alerta. Existem alternativas e campo fértil para chegarmos a uma solução de consenso, razão pela qual continuaremos trabalhando para, em breve, formalizar os avanços e soluções num documento”, afirmou o defensor Rafael Barbosa em nota divulgada para a imprensa.

A DPE do Amazonas busca desde a semana passada minimizar os casos de lotação nos ônibus, principalmente no horário de pico da manhã e tarde, quando constatou que o número de coletivos em circulação atualmente em Manaus é insuficiente para a demanda. A Defensoria cobrou do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informações sobre a ampliação da frota, e enviou ofícios para a Vigilância Sanitária Municipal (Visa Manaus), a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) pedindo informações sobre a fiscalização no cumprimento das medidas sanitárias de segurança no transporte coletivo.

Se não houver mudanças que assegurem maior proteção ao passageiro dos riscos da Covid-19, a Defensoria não descarta medidas judiciais.

Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte

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