Empresas de ônibus assumem gestão e manutenção dos terminais de transporte público de Goiânia e Região Metropolitana

Metrobus, em Goiânia. Foto de Vitor Nunes

Conselho de Administração do RedeMob Consórcio devolve responsabilidade às empresas Cootego, HP Transportes, Rápido Araguaia, Viação Reunidas e Metrobus

ALEXANDRE PELEGI

Os terminais do sistema de transporte público de Goiânia e Região Metropolitana serão, a partir de 1º de julho de 2020, geridos pelas empresas Cootego, HP Transportes, Rápido Araguaia, Viação Reunidas e Metrobus.

O fato é consequência de decisão do Conselho de Administração do RedeMob Consórcio. composto por essas empresas concessionárias.

De acordo com o RedeMob, a grave perda de receita motivou a decisão.

O Consórcio é uma entidade privada sem fins lucrativos, financiado por parte do faturamento das cinco empresas operadoras.

Permanecerá sob a responsabilidade do RedeMob Consórcio todo custeio com monitoramento dos pontos de apoio operacional, por meio de câmeras integradas na CCO – Central de Controle Operacional e na Secretária de Segurança Pública. Essa é uma forma de preservar a sinergia entre os processos de operação de transportes e segurança pública.

A Metrobus vai administrar, operar, fazer a manutenção, conservação, limpeza e segurança patrimonial dos seguintes terminais de integração e estações da RMTC:

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Já a Cootego, HP Transportes, Rápido Araguaia e Viação Reunidas, farão a administração, operação, manutenção, conservação, limpeza, segurança patrimonial e exploração comercial dos seguintes terminais de integração da RMTC e pontos de apoio operacionais:

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O diretor executivo do RedeMob, Leomar Avelino Rodrigues, explicou a decisão como fundamental para que a continuidade do funcionamento do Consórcio que, assim como as empresas, está enfrentando um momento muito difícil.

Estamos passando pelo mesmo processo das concessionárias do serviço, com a queda de cerca de 70% na receita. Fizemos o dever de casa, enxugamos despesas, reduzimos jornadas e salário dos colaboradores, tivemos que fazer demissões, rescindimos, renegociamos e postergamos contratos com fornecedores, etc, mas ainda assim não foi o suficiente para promover o equilíbrio. E como um dos processos que mais consomem recursos no consórcio é a gestão de terminais, a solução foi retirar esse processo da nossa responsabilidade e devolvê-lo pra as empresas”, explica Leomar.

Em sérias dificuldades e diante de um grave desequilíbrio econômico-financeiro nos últimos 90 dias, situação de risco que atinge todo o sistema, as concessionárias do serviço apoiaram o consórcio.

As empresas se comprometem a cumprir com todo o escopo de trabalho antes desenvolvido pelo RedeMob.

Mesmo com todas as dificuldades, é menos oneroso que as concessionárias assumam a gestão dos terminais em relação ao repasse de contrapartida da receita mensal ao Consórcio. Nossa responsabilidade de manter toda frota contratada pelo poder público operando, bem como a gestão e manutenção dos terminais, é grande, principalmente com o passageiro, que é o que mais precisa da manutenção do serviço.  Não haverá qualquer prejuízo para o usuário. Mas continuamos aguardando uma solução por parte do poder público para socorrer não as empresas, mas o transportes público coletivo da capital”, explica Adriano Oliveira, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano e Passageiros da Região Metropolitana de Goiânia (SET).

No total, 271 profissionais do RedeMob Consórcio trabalham diariamente em todos os terminais da região metropolitana de Goiânia.

O Consórcio se preocupa no momento com a recolocação de 130 profissionais que prestam serviço nos terminais da Metrobus.

Os outros 141 atuam nas outras regiões de atendimento. Estes serão absorvidos pela Cootego, HP Transportes, Rápido Araguaia e Viação Reunidas. Já os 130 profissionais da Metrobus terão que ser demitidos, uma vez que o regime jurídico da empresa não permite que ela absorva os funcionários.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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