Linhas da Metra são paralisadas mais cedo novamente na zona Sul

Apesar de não ter havido protestos, temor é de novos ataques

ADAMO BAZANI

A EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos informou há pouco em suas redes sociais que os ônibus e trólebus da Metra estão sendo recolhidos mais cedo na noite desta quinta-feira, 18 de junho de 2020.

As linhas 290 e 289 foram paralisadas. Já a linha 288 vai operar até 22h30 e após este horário, somente no trecho Diadema-Ferrazópolis.

Os serviços passam pela região do Americanópolis, onde ocorreram protestos contra a morte do adolescente Guilherme Silva Guedes, de 15 anos. Policiais Militares são acusados de matar Guilherme.

A antecipação do fim da operação das linhas se deu para preservar a integridade de motoristas, passageiros e do patrimônio da concessionária Metra devido ao clima tenso ainda existente na região de Americanópolis, onde atos de vandalismo incluíram a depredação e o incêndio de diversos ônibus desde a última segunda-feira”, informou a EMTU ao Diário do Transporte.

Nesta quinta-feira, até o momento, não há registros de novos tumultos, mas o recolhimento se daria por precaução.

Os itinerários são:

– 288 – São Bernardo do Campo (Terminal Metropolitano Ferrazópolis)/São Paulo (Terminal Metropolitano Jabaquara)

– 289 – Diadema (Terminal Metropolitano Piraporinha)/São Paulo (Terminal Metropolitano Jabaquara)

– 290 – Diadema (Terminal Metropolitano Piraporinha)/ São Paulo (Terminal Metropolitano Jabaquara)

As ações registradas nos últimos dias são

Quarta-feira, 17 de junho de 2020

– Ônibus da MobiBrasil foi depredado

– Linhas da Metra foram reduzidas ou suspensas

Terça-feira, 16 de junho de 2020

– Ao menos três ônibus da Metra (linhas metropolitanas EMTU) depredados

– Arrastão contra motoristas

– Saques a comércio

– Mais de 40 linhas de ônibus paralisadas e dois pontos finais alterados

Segunda-feira, 15 de junho de 2020

– Seis coletivos foram queimados, sendo dois trólebus articulados da empresa Metra (linhas metropolitanas EMTU), um trólebus padron também da Metra (linhas metropolitanas EMTU), dois ônibus padron da empresa MobiBrasil (linhas municipais SPTrans) e um ônibus midi da A2 Transportes (linhas metropolitanas EMTU).

– Quatro ônibus depredados, sendo um da Metra e três da MobiBrasil

– Fiação aérea de trólebus destruída

– Caçambas de entulho viradas e queimadas

– Mais de 40 linhas de ônibus paralisadas e dois pontos finais alterados

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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