Operações da Metra, MobiBrasil e A2 são retomadas nesta terça-feira depois de depredações em protesto

Um dos ônibus da MobiBrasil atacados

No caso da Metra, só veículos a diesel operam no trecho porque incêndio destruiu rede área de trólebus. Há desvio

ADAMO BAZANI

As operações da Metra, MobiBrasil e A2 foram retomadas na manhã desta terça-feira, 16 de junho de 2020, na região da Av. Engenheiro Armando de Arruda Pereira, próximo à parada Bom Clima, na zona Sul de São Paulo.

Como mostrou o Diário do Transporte, entre o final da tarde e a noite desta segunda-feira, 15, um protesto contra a morte de um adolescente de 15 anos, possivelmente pela Polícia Militar, resultou em depredações. Seis coletivos foram queimados, sendo três trólebus da Metra (metropolitano), dois ônibus das MobiBrasil e um da A2 Transportes (municipal de São Paulo).

Outros quatro veículos, sendo um da Metra e três da MobiBrasil, foram apedrejados.

Em nota, a gerenciadora do sistema de ônibus da cidade de São Paulo, SPTrans, informou que “repudia atos de vandalismo e contata a Polícia Militar em tais circunstâncias. A operação das linhas na Zona Sul transcorre normalmente nesta terça-feira, 16.

No caso da Metra, os serviços no trecho são feitos apenas por veículos a diesel, com desvio perto do local do ataque, porque a rede aérea de trólebus foi danificada também.

Segundo a EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, no trecho de 1,7 km entre as paradas Assembleia e São José. os veículos estão desviando por fora da pista segregada porque os ônibus incendiados ainda estavam no local (por volta das 6h30).

Em nota, a empresa Metra lamenta os atos de vandalismo

“A Metra Transportes informa que foram retomadas as operações no trecho do corredor entre Diadema e Jabaquara com veículos a diesel, já que devido a atos de vandalismo na noite desta segunda-feira, 15, a rede aérea foi danificada por incêndio durante manifestação. Três dos nossos veículos foram incendiados, sendo dois trólebus articulados e um padron, além de um ônibus depredado. Veículos de outras empresas que atendem à região também foram atacados. Ninguém se feriu.”

As linhas são:

Metra:

288 – São Bernardo do Campo (Terminal Metropolitano Ferrazópolis)/ São Paulo (Terminal Metropolitano Jabaquara)

289 – Diadema (Terminal Metropolitano Piraporinha)/ São Paulo (Terminal Metropolitano Jabaquara)

290 – Diadema (Terminal Metropolitano Diadema)/ São Paulo (Terminal Metropolitano Jabaquara)

376 – Diadema/Brooklin

Municipais de São Paulo:

5129-10 – Term. Guarapiranga-Jd. Miriam
5129-41 – Sto. Amaro-Jd. Miriam
576m-10 – Pinheiros-Vl. Clara
574a-10 – Lgo. Cambuci-Americanópolis
509m-10 – Term. Princ. Isabel-Jd. Miriam
6338-10 – Pq. Ibirapuera-Jd. Miriam
6358-10 – Term. Bandeira-Jd. Luso
577T10 – Metrô Ana Rosa-Jd. Miriam
5290-10 – Term. Pq. D. Pedro Ii-Div. Diadema
5791-10 – Metrô Vergueiro-Eldorado
516N-10 – Pça. D. Gastão-Jd. Miriam
5091-10 – Metrô São Judas-Jd. Ubirajara
5106-10 – Lgo. São Francisco-Jd. Selma
5106-21 – Term. Água Espraiada-Jd. Selma
5106-31 – Metrô Ana Rosa-Jd. Selma
5178-10 – Pça. João Mendes-Jd. Miriam
607C-10 – Itaim Bibi-Jd. Miriam
5702-10 – Refúgio Santa Terezinha-Metrô Jabaquara
5013-10 – Jd. Luso-Santo Amaro
627j-10 – Jd. Miriam-Metrô São Judas
5123-10 – Jd. Miriam-Hosp. São Paulo
5022-10 – Vila Santa Margarida-Jabaquara
5010-10 – Jabaquara-Santo Amaro.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Carlos Eduardo de Souza disse:

    De que adianta por ônibus novos se criminosos destroem. Criminosos, porque a população de bem não faz isso. Se houve crime por parte de polícias, que a justiça faça o seu trabalho. Não inconsequentes destruírem bem alheio. Só pra lembrar: Ônibus são de empresários, não são do poder público.

  2. Demonstra a capacidade de pensar nula, desastrada, débil de pessoas, em manifestos, apesar que não é apenas cultura brasileira, mas de pessoas mal amadas e mal educadas pelos seus genitores, colocando a sociedade refém de seus atos. Há outros meios de se manifestar, sem depredar..

  3. Douglas disse:

    O povo busca é a ruína mesmo né, a ignorancia do pobre é grande mesmo, acha que destruindo ônibus e lojas irá resolver a situação, as empresas está certa tem que recolher e deveria deixar essa lugar sem ônibus 2 semanas, pra eles sentir o efeito, ônibus novinho para a população e eles fazem isso.

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