Prefeito de Porto Alegre participa de reunião virtual com vereadores, que pedem que Carris assuma linhas de ônibus afetadas pela pandemia

Reunião virtual entre prefeito e vereadores durou quase duas horas. Foto: Câmara de Porto Alegre

Vereadores relataram que muitas linhas reduzem a oferta de ônibus após as 18h

ALEXANDRE PELEGI

O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr., esteve reunido com os vereadores por cerca de duas horas em reunião virtual nesta segunda-feira, 15 de junho de 2020.

O tema foi o novo decreto do Executivo municipal que visa restringir liberações no comércio, por conta da pandemia do Covid19.

O encontro foi conduzido pelo presidente da Casa de Leis, vereador Reginaldo Pujol (DEM), e o prefeito respondeu aos questionamentos das bancadas ressaltando que os negócios e a própria prefeitura não podem ter o mesmo comportamento de antes da pandemia.

A retomada de restrições anunciada pela Prefeitura envolve o fechamento de lojas de grande porte, o que levou os vereadores a se mostrarem preocupados com o risco de o transporte público impulsionar o contágio pelo coronavírus.

Segundo os vereadores, há relatos de que após às 18h muitas linhas reduzem a oferta de ônibus, aumentando o tempo de espera e a aglomeração.

O presidente da Câmara solicitou ao prefeito que a empresa municipal Carris assuma o atendimento de linhas afetadas durante a pandemia.

Ao ser questionado sobre a situação do transporte público na cidade, Marchezan afirmou que o setor passa por dificuldades em todo o planeta, já que não há receita e, na maioria dos casos, o município acaba por subsidiar o serviço. “Para que usuários da educação e da saúde pública tenham acesso a eles, alguém precisa pagar, e assim também é com o transporte. Vários fatores, ao longo de anos, fizeram de Porto Alegre a cidade com uma das passagens das mais caras do Brasil”, disse.

Marchezan informou ainda que cada veículo tem tido uma média de sete fiscalizações e que a prefeitura tem aplicado multas para as empresas de ônibus que descumprem a norma do número máximo de passageiros nesse momento de pandemia.

Na última semana Marchezan esteve em uma audiência de conciliação, no Tribunal de Justiça, para buscar soluções quanto aos problemas do transporte coletivo, sobretudo durante o período de enfrentamento do coronavírus.

O prefeito rejeitou na ocasião o argumento de que a situação não pode contar de saída com aporte de dinheiro público emergencial às empresas do setor.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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