Motivo é afastamento de funcionários que são grupo de risco pela Covid-19
ADAMO BAZANI
Terminou há pouco a reunião entre a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes, o Sindmotoristas, donos de empresas de ônibus e representantes da Câmara Municipal sobre a quantidade de coletivos em circulação para evitar superlotação e risco de contágio maior pela Covid-19 de motoristas, cobradores, fiscais e passageiros.
O secretário Edson Caram disse que neste momento é impossível colocar 100% da frota habitual em operação, quase 13 mil ônibus, por causa do afastamento de funcionários das empresas que fazem parte do grupo de risco.
Apesar de pedir 100% da frota, o sindicato que representa os trabalhadores entendeu a questão, conforme apurou o Diário do Transporte, mas vai cobrar fiscalização mais intensa e pedir aumento da oferta de ônibus sempre que houver mais funcionários disponíveis.
São aproximadamente 12% dos funcionários da operação dos ônibus que estão afastados, segundo estimativa divulgada pelas empresas no encontro.
No encontro também foi garantido que não haverá demissões de funcionários das empresas de ônibus.
A SPTrans, gerenciadora dos ônibus, informou ao Diário do Transporte que a frota nesta quarta-feira, 10 de junho de 2020, é de 92,31% da escala habitual de antes da pandemia da Covid-19.
São assim 11.828 ônibus, ou 1.705 veículos a mais que esta terça-feira.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
