Sistemas metroferroviários do Brasil registram déficit de R$ 2,6 bilhões em 2020

Apenas no primeiro trimestre, o sistema metroferroviário brasileiro perdeu 83,9 milhões de passageiros. Foto: Adamo Bazani.

ANPTrilhos solicita medidas aos órgãos governamentais federais e estaduais para manter operações e quadros de funcionários

JESSICA MARQUES

Os sistemas metroferroviários do Brasil registraram um déficit de R$ 2,6 bilhões no acumulado de 2020. A estimativa foi divulgada pela ANPTrilhos (Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos) na tarde desta terça-feira, 09 de junho de 2020.

De acordo com a associação, o déficit de receita tarifária ocorreu devido à pandemia causada pela Covid-19. De acordo com a ANPTrilhos, em março, somente na segunda quinzena do mês, a redução de receita foi de R$ 500 milhões.

Por sua vez, também segundo a associação, em abril o déficit registrado foi de R$ 1,1 bilhão e em maio em torno de R$ 1,0 bilhão. Apenas no primeiro trimestre, o sistema metroferroviário brasileiro perdeu 83,9 milhões de passageiros.

Relembre: Sistema metroferroviário brasileiro perde 83,9 milhões de passageiros no primeiro trimestre de 2020

“Desde o decreto da pandemia, anunciado há 80 dias, a demanda de passageiros nos sistemas sobre trilhos oscila em torno de 30%, em relação ao volume de passageiros normalmente transportados pelos sistemas”, detalhou a ANPTrilhos, em nota.

MEDIDAS DO GOVERNO

Por esse motivo, a ANPTrilhos informou que está mantendo o contato com os órgãos governamentais federais e estaduais. Assim, a associação está apresentando pleitos sugeridos pelo setor para a manutenção da prestação dos serviços de transporte de passageiros sobre trilhos e do quadro de colaboradores.

Confira as medidas sugeridas:

  • Linha de crédito para fazer frente ao capital de giro das empresas do setor;
  • Aprovação célere dos projetos de investimento para fins do financiamento por meio de debêntures incentivadas (Lei nº12.431 e Portaria MC nº 532/17;
  • Redução dos encargos setoriais devido ao status de calamidade;
  • Isenção de ICMS sobre energia elétrica para o setor;
  • Diferimento no pagamento de tributos federais;
  • Redução de custos previdenciários;
  • Reabertura do prazo para a opção pelo regime da contribuição substitutiva à contribuição previdenciária sobre folha de salários.

“O setor metroferroviário entende que a situação é uma questão de saúde pública e que há necessidade do isolamento social para prevenção da contaminação, mas há a preocupação em relação ao equilíbrio econômico-financeiro do orçamento público e das Parcerias Público-Privadas. O transporte é um serviço essencial para a população e os operadores necessitam de um suporte governamental para que não haja comprometimento do atendimento à população que precisa se deslocar, ainda mais com a retomada gradual das atividades econômicas nas cidades”, disse Joubert Flores, presidente do Conselho da ANPTrilhos, em nota.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Rogerio Belda disse:

    “Admirável mundo troncho” ! Lembrar que: Se todos os habitantes de uma cidade deslocassem de automóveis, ela seria muito mais espalhada do que são, atualmente.
    Só para ilustrar as consequências de tal paradoxo: A cidade de Extrema, em S. Paulo, invadiria” o estado de Minas Gerais. Então, seria um assunto do Governo Federal, que mal dá conta de todas suas próprias atribuições. [ Posto que, já, não são poucas ! ] RB

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