Após 320 demissões, Caio suspende contratos de funcionários até julho

Empresa também vai usar banco de horas para compensação futura até dezembro de 2021. Foto: Divulgação.

De agosto a novembro, empresa reduzirá jornada de trabalho e salários; medidas foram aprovadas em assembleia com trabalhadores

JESSICA MARQUES

A fabricante de carrocerias de ônibus Caio, em Botucatu, no interior de São Paulo, informou nesta segunda-feira, 08 de junho de 2020, que vai suspender os contratos de trabalho dos funcionários nos meses de junho e julho.

Além disso, de agosto a novembro, a empresa reduzirá a jornada de trabalho e salários. As  medidas foram aprovadas em assembleia com os trabalhadores.

De acordo com a fabricante, a proposta foi votada em assembleias feitas na quinta e sexta-feira, 04 e 05 de junho. A votação pelo acordo teve 85% de aprovação na fabricante de ônibus Caio e 87% em todo o grupo.

A Caio informou que a suspensão dos contratos é feita de acordo com as regras da Medida Provisória 936/2020 nos meses de junho e julho. Por sua vez, a redução de jornada de trabalho e de salários ocorre de agosto a novembro de 2020. Outra medida é o banco de horas para compensação futura com prazo até dezembro de 2021.

A decisão foi tomada após a demissão de aproximadamente 320 funcionários. Parte dos trabalhadores se desligou da empresa voluntariamente, conforme informado pela fabricante ao Diário do Transporte.

Relembre: Caio confirma demissão de mais de 300 colaboradores; parte se desligou da empresa voluntariamente

“Praticamente todos os colaboradores entrarão em suspensão do contrato, com escala alternada de trabalho, nos meses de junho e julho, dividida em equipes (50% em cada mês). Quem trabalhar integralmente durante o mês, recebe 100% do salário, enquanto os colaboradores que permanecerem em casa, recebem 30% do salário, mais 70% do valor do benefício emergencial, conforme previsto na Medida Provisória. No mês seguinte, as posições são invertidas”, explicou a Caio, em nota.

Além disso, os funcionários em grupo de risco da Covid-19 que foram afastados desde o início seguirão desta forma, em suspensão de contrato de trabalho pelos dois meses, segundo a Caio.

“Além da estabilidade no emprego pelo período de 6 meses, serão mantidos todos os benefícios da empresa aos colaboradores que estiverem em suspensão de contrato, que incluem plano de saúde e odontológico, cartão com desconto em folha, entre outros”, explicou o gerente corporativo de Recursos Humanos, Silvio dos Santos, em nota.

Por sua vez, de acordo com a Caio, a redução de jornada de trabalho terá a duração de 116 dias, com validade até 30 de novembro de 2020. Durante este período, a redução máxima dos salários será de 40%. Caso a situação de produção total seja alcançada, o percentual retorna para 100% de jornada e salários.

“O banco de horas é um recurso que poderá ser utilizado caso não haja produção nas unidades fabris, devido a um possível agravamento da situação de mercado ou da pandemia. Fica garantido o pagamento de 60% do salário aos colaboradores, sendo que, as horas pagas e não trabalhadas serão automaticamente lançadas em banco de horas, a serem compensadas até 31 de dezembro de 2021”, explicou a fabricante, também em nota.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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