Urbs reforça linhas nesta segunda, e discute com entidades do comércio, serviços e indústria fixação de horários alternativos

Gerenciadora avalia que muitos lojistas não estão seguindo horários estabelecidos pela Associação Comercial do Paraná, o que pode causar superlotação nos horários de pico

ALEXANDRE PELEGI

A Urbs – Curitiba anunciou nesta sexta-feira, 05 de junho de 2020, que reforçará algumas linhas a partir de segunda-feira, 8.

Segundo a gerenciadora do transporte da capital Curitiba, serão colocados mais cinco ônibus biarticulados na linha Pinheirinho-Rui Barbosa, a partir das 17h, além de mais veículos nas linhas Rio Bonito, Rio Bonito – CIC e Dalagassa.

Somente na linha Pinheirinho-Rui Barbosa, a frota será ampliada em 33%.

A reabertura dos shoppings, no último dia 25 de maio, levou a Urbs a ampliar de 65% para 80% o uso da frota de 1,5 mil veículos.

A linha Inter 2 passou a funcionar com 100% da frota nos dias úteis.

Já as linhas expressas Pinheirinho-Rui Barbosa, Santa Cândida-Capão Raso e Circular Sul operam com 90% da capacidade nos horários de maior movimento e as linhas alimentadoras, que atuam na região Sul da cidade, trabalham com 100% no horário de pico.

Também foi feito o reforço na linha Boqueirão-Centro Cívico nos picos da manhã e da noite.

REUNIÃO COM O COMÉRCIO

Mas mesmo com todo o esforço e planejamento, a gerenciadora avalia que muitos lojistas não estão seguindo horários alternativos estabelecidos pela Associação Comercial do Paraná (ACP), a fim de evitar superlotação nos horários de pico.

Em reunião nesta sexta-feira, 05 de junho, com o presidente da ACP, Camilo Turmina, o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto, ao lado do presidente da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), Gilson Santos, e do diretor-executivo das empresas de ônibus de Curitiba, Luiz Alberto Lenz César, voltou a debater o horário do comércio.

A reunião teve a participação de diretores de associações comerciais da Região Metropolitana e do empresário Angelo Gulin, representante das empresas de ônibus.

Segundo Ogeny, o movimento geral do transporte coletivo se mantém em um terço do registrado antes da pandemia.

Mas operamos com 80% da frota para termos uma folga no sistema e evitar aglomerações. O que vem acontecendo é uma concentração de passageiros em determinados horários que precisamos organizar com as empresas”, disse o presidente da Urbs.

A ACP recomenda que os shoppings de Curitiba abram das 12h às 20h, ao passo que o comércio de rua funcione das 10h às 17h. No entanto, muitos estabelecimentos passaram a abrir em horário de antes da pandemia, das 9h às 18h, nas últimas semanas.

Uma proposta da ACP ficou de ser avaliada pela Urbs, pois dependeria de um Projeto de Lei da prefeitura de Curitiba. A proposta é para que o vale-transporte de lojistas tenha validade por tempo limitado e seja dividido por setores.

O presidente da Comec, Gilson Santos, alertou que o pico no número de usuários no transporte metropolitano é no início da manhã, com o movimento das pessoas que usam o ônibus para trabalhar em Curitiba. Depois das 8h, o fluxo reduz para menos da metade.

Com um pequeno esforço, flexibilizando horários, o usuário vai encontrar um sistema totalmente diferente dos horários de pico e é essa compreensão que precisamos que todos tenham. Mas, infelizmente, não é o que estamos observando. Os patrões não estão olhando com a devida atenção neste momento de pandemia para estas pessoas”, disse Santos.

A Urbs pretende agora reunir entidades representativas do comércio, serviços e indústria para discutir os horários alternativos para funcionamento de empresas, e assim impedir a sobrecarga do sistema de transporte nos horários de pico.

Na semana que vem, a ideia é organizar uma reunião com representantes da ACP, lideranças da Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio) e da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep).

Temos que discutir de maneira ampla, com os diversos setores, medidas flexibilizar os horários de funcionamento e por consequência de entrada e saída dos funcionários. A reabertura é essencial para a economia, mas evitar a propagação da doença, especialmente agora com as temperaturas mais baixas, é uma responsabilidade que precisa ser partilhada também pelos empresários”, disse o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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