Trabalhadores dos transportes coletivos em Blumenau dizem que ônibus não voltam sem conversa com categoria

Empresas realizou demissões

Cidade quer retomar serviços na segunda-feira, 8.

ADAMO BAZANI

Os trabalhadores dos transportes coletivos de Blumenau (SC) ameaçam não retomar as atividades caso não haja diálogo entre empresa BlubMob (Piracicabana – Grupo Comporte) , prefeitura , governo do Estado e a categoria  sobre as medidas de segurança quanto à Covid-19.

O prefeito Mário Hildebrandt disse que quer retornar os serviços na próxima segunda-feira, 08 de junho de 2020.

Por determinação do Governo do Estado, para evitar a disseminação da Covid-19 e desestimular o deslocamento de pessoas, desde 17 de março, o transporte coletivo está suspenso.

Como mostrou o Diário do Transporte, alegando impactos financeiros devido à suspensão dos serviços, a empresa BluMob já demitiu mais de 100 trabalhadores.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/04/22/com-transporte-coletivo-suspenso-por-mais-de-um-mes-blumob-comeca-a-demitir-rodoviarios-de-blumenau/

Em nota divulgada nesta quinta-feira, 04, o Sindetranscol, sindicato que representa os trabalhadores, disse que haverá uma assembleia virtual na sexta-feira, 05, e que ainda não foi atendido para receber esclarecimentos sobre como vai ser o retorno ao trabalho e as medidas de proteção.

No dia 23 de abril o sindicato encaminhou para a empresa e para a Prefeitura/Seterb um Plano Sanitário para prevenção da proliferação do covid-19 no transporte coletivo de Blumenau e vem cobrando, desde então, a realização de uma reunião para discutir as alternativas e as condições de trabalho com essa nova realidade.

Desrespeitosamente, até hoje, 04 de junho, o sindicato não recebeu nenhuma resposta do poder público, como também não foi chamado para discutir coisa alguma.

O atual estágio da pandemia na cidade traz segurança para a volta do transporte? Quem e quantos voltam a trabalhar? Em que condições? E quem é do grupo de risco, como fica?

Muitas perguntas estão sem respostas e algumas medidas já anunciadas, como a redução de circulação da frota e a suspensão do pagamento em dinheiro dentro dos ônibus, indicam a possibilidade de intenções obscuras, como o corte de cobradores.

Uma Coisa É Certa: Enquanto Formos Tratados Com Desrespeito, Não Tem Volta!

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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