TCGL, concessionária do transporte em Londrina, pede ressarcimento de R$ 4,6 milhões à prefeitura por queda na receita durante a pandemia

Publicado em: 26 de maio de 2020

Pedido pode parar na Justiça, como ocorreu em Maringá e Cascavel

ALEXANDRE PELEGI

Assim como em Cascavel e Maringá, uma das empresas que atendem ao transporte de Londrina, todas elas cidades do Paraná, a TCGL – Transportes Coletivos Grande Londrina, decidiu cobrar da prefeitura os prejuízos que acumulou até agora com a perda acentuada de passageiros devido às medidas restritivas adotadas pela administração no combate à disseminação da Covid-19.

A TCGL, como mostrou o Diário do Transporte, venceu um dos lotes da licitação de Londrina, lançada em junho de 2019. A empresa assinou contrato em dezembro passado, e assumiu a área um, com 84 linhas, o que representa 65% do serviço. As demais linhas foram assumidas pela Londrisul. Relembre: Londrina assina contratos de concessão do transporte público com empresas de ônibus

A TCGL calcula que teve um prejuízo de R$ 4,6 milhões no período da pandemia.

Em ofício dirigido à prefeitura, a empresa pede a reparação do valor, alegando desequilíbrio financeiro no contrato.

Como se não bastasse, a TCGL calcula que, a persistir a situação, até o final de junho mais R$ 8 milhões se somarão ao déficit da empresa.

As informações são do jornal Bom Dia da TV RPC, afiliada da TV Globo na região.

Ainda segundo a TV RPC, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina emitiu nota informando não ter ainda analisado o pedido da empresa. Ressalvou que a TCGL deverá comprovar o desequilíbrio econômico antes de tudo.

Como o Diário do Transporte noticiou, casos semelhantes nas cidades de Cascavel e Maringá foram parar na Justiça.

A TCCC – Transporte Coletivo Cidade Canção Ltda, atual concessionária do transporte público de Maringá, conseguiu decisão liminar favorável no Tribunal de Justiça do Estado em ação interposta contra a prefeitura do município em que pede indenização de R$ 3,9 milhões diante dos prejuízos causados pelo impacto causado pelas medidas restritivas devido à pandemia de Covid-19. Relembre: TJ do Paraná concede liminar determinando auxílio emergencial de R$ 3,9 milhões em favor de empresa do transporte público de Maringá

Já a Prefeitura de Cascavel, por decisão também do Tribunal de Justiça do Estado, terá de pagar R$ 2,3 milhões em forma de subsídio emergencial às duas empresas que operam o serviço de transporte público no município, Pioneira e Capital do Oeste. Relembre: Justiça determina que prefeitura de Cascavel pague R$ 2,3 milhões de auxílio emergencial às empresas de ônibus

Várias cidades têm atuado de forma emergencial para garantir o funcionamento do transporte, uma vez que a receita do sistema é toda ela decorrente do pagamento da tarifa.

É o caso de Indaiatuba, onde a Câmara aprovou um Projeto de Lei da prefeitura autorizando-a a subsidiar o transporte coletivo em até R$ 529.920,00 por mês, por até três meses. Relembre: Câmara de Indaiatuba aprova repasse de R$ 1,58 milhão para empresa de ônibus

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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