Metrô de São Paulo terá de explicar ao TCE portas de plataforma em três linhas e obras da linha 5-Lilás

Publicado em: 23 de maio de 2020

Uma das empresas está em recuperação judicial

Prazo é de 30 dias. Como mostrou o Diário do Transporte, instalação de portas foi suspensa pelo Tribunal de Justiça

ADAMO BAZANI

A Companhia do Metrô de São Paulo vai ter de explicar em um mês ao TCE – Tribunal de Contas do Estado licitações, contratações e aditivos na rede se trilhos que atende a capital paulista.

Em ambas, a corte de contas alega, em linhas gerais, que fiscalizações do órgão constataram irregularidades que possam trazer prejuízos como valores maiores ou limitação de concorrência.

Uma das concorrências é para implantação de portas de plataforma e sistemas de monitoramento nas linhas 1-Azul (Jabaquara/Tucuruvi), 2-Verde (Vila Prudente/Vila Madalena) e 3-Vermelha (Barra Funda/Itaquera).

“Elaboração de projeto executivo, fornecimento e implantação de portas de plataforma, simulador de testes e centros de monitoramentos para as linhas metroviárias da Companhia do Metropolitano de São Paulo-Metrô”

O contrato foi assinado com o Consórcio Kobra e é de R$ 342,4 milhões (R$ 342.407.421,97) com validade de 60 meses, desde a assinatura em 2019.

Como mostrou o Diário do Transporte em 19 de maio de 2020, a 2ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça suspendeu liminarmente o contrato firmado entre o Metrô de SP e o Kobra.

O Consórcio foi homologado como vencedor do certame em junho de 2019, como mostrou o Diário do Transporte. Relembre: Metrô de São Paulo homologa Consórcio Kobra para instalação de portas de plataforma por R$ 342 milhões

São ao todo 88 equipamentos, que ampliam a segurança dos passageiros ao evitar quedas nos trilhos.

Os outros dois consórcios concorrentes, PSD-SP e Telar/Serveng/Dongwoo, apelaram na Justiça, alegando irregularidades no processo de contratação.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2020/05/19/tj-suspende-contrato-do-metro-de-sp-com-consorcio-kobra-para-instalacao-de-88-portas-de-plataforma/

Outra concorrência na mira do TCE é sobre um aditivo para a execução de obras civis no trecho entre a estação Eucaliptos (inclusive) e a estação Moema (inclusive) da linha 5-Lilás da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô.

É o aditivo número 10 com exercício para este ano com objetivo de intervenções remanescentes. Estações e o trecho já estão em operação.

O consórcio Via-Planova II é responsável pelos trabalhos. Segundo o aditivo que prorrogou a vigência contratual até 06 de fevereiro de 2020, a Via Engenharia S.A. entrou em recuperação judicial.

O aditivo, assinado em 29 de janeiro de 2020, não representou aumento de valor dos serviços e não significa, segundo o documento oficial, perdão das sanções já aplicadas.

O TCE, entretanto, questiona o motivo da renovação com o consórcio que não estava cumprindo prazos e obras.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    Entendo que já passou da hora dos Tribunais de Contas se modernizarem, fazendo suas avaliações ANTES da execução das obras e claro depois também.

    Em pleno 2021 é pós COVID-19 os TC´s continuarem a colocar a tranca na porteira depois de arrombada pelo gado.

    As suspensões dos TC´s que eu tenho tomado conhecimento aqui no DT são todas corretas, mas infelizmente são efetuadas no momento errado.

    Fica mais uma sugestão a lá Paulo Gil, para que os TC´s modifiquem esta ordem das inspeções das contas; ou seja.

    – Uma inspeção ANTES de firmar o contrato e;

    – Outra na execução;

    – E a final no término.

    Fica ai a sugestão; chega de perdermos tempo e dinheiro do contribuinte.

    NADA MUDA NO BARSILei.

    SAÚDE A TODOS!

    Att,

    Paulo Gil

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