Central Sindical pede na Justiça lockdown imediato na Grande São Paulo

Publicado em: 22 de maio de 2020

Ação entregue nesta quinta, 21, afirma que o isolamento parcial não é suficiente para impedir a escalada da contaminação para evitar as mortes pela covid-19

ALEXANDRE PELEGI

A CSP-Conlutas – Central Sindical e Popular protocolou nesta quinta-feira, 21 de maio de 2020, uma Ação Civil Pública (ACP) pedindo a implantação de um lockdown imediato, com o bloqueio total nas cidades da Região Metropolitana de São Paulo.

A Central, que reúne movimentos populares como MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), MUST (Movimento Urbano dos Sem Teto) e outras organizações do movimento popular urbano, solicita que a Justiça determine ao Estado a restrição de todas as atividades econômicas que estejam fora da cadeia de serviços essenciais como saúde, segurança, rede alimentar, transporte público, imprensa e judiciária.

O advogado da CSP-Conlutas, Waldemir Soares, explicou que medida de lockdown na região metropolitana da capital paulista, com restrição das atividades econômicas essenciais, “é fundamental para garantir um amplo isolamento social com o objetivo de reduzir a contaminação e óbitos pela covid-19”.

Waldemir Soares ressaltou a importância da proteção das micro e pequenas empresas e a garantia de emprego e renda para a retomada econômica com respeito à dignidade das trabalhadoras e trabalhadores. “Essa medida é essencial. Não é possível anunciar que haverá sustentação para esse segmento econômico e as medidas não serem efetivadas”, afirma.

Na justificativa da ação, a Conlutas expõ os números de infecção até a data, com 65.995 casos confirmados e 5.147 óbitos. Sendo, 58,8% das mortes, ou seja, 3.029 constatadas na região metropolitana.

A ACP ressalta que os números são preocupantes “e comprovam que o isolamento parcial não é suficiente para impedir a escalada da contaminação para evitar as mortes pela covid-19. Neste sentido, a medida de lockdown para a Região Metropolitana do Estado de São Paulo é medida urgente para garantir a vida nos termos e competências constitucionais”.

Altino Prazeres, dirigente da CSP-Conlutas/SP, reforça a necessidade do lockdown, “para que só funcionem de fato somente os setores essenciais e os que trabalham em serviços não essenciais fiquem em casa, com garantia de salário e direitos”.


lockdown-sp-página

Trecho da Ação


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:

Comentários

  1. Antoni Neto disse:

    Acho que sem ser radical precisamos ser radicais. Só o lockdown para impedir a transmissão. Quanto tiver vacina podemos conversar de outra maneira. A vida de cada um de nós vale mais do que a ganancia de alguns.

  2. RodrigoZika disse:

    Na capital os deputados já votaram contra, isso e algo político vergonha.

Deixe uma resposta