Buser cria fundo de R$ 2 milhões para empresas de ônibus parceiras evitarem demissões

Publicado em: 21 de maio de 2020

Empresa também já tem plano para retomada. Foto: Divulgação / Buser.

Objetivo é auxiliar durante crise gerada pela epidemia de Covid-19

JESSICA MARQUES

A Buser, plataforma de intermediação de viagens rodoviárias por fretamento, informou por meio de nota ao Diário do Transporte que criou um fundo de cerca de R$ 2 milhões para empresas de ônibus parceiras. O objetivo é auxiliar as companhias no enfrentamento à crise econômica gerada pela epidemia do novo coronavírus.

De acordo com a Buser, a iniciativa vem garantindo a manutenção de centenas de empregos de motoristas e mecânicos. Outro resultado da medida está sendo permitir fôlego para que as transportadoras tenham em caixa recursos para despesas urgentes.

Ao todo, a Buser possui cerca de 100 empresas de ônibus parceiras, que oferecem seus serviços por meio da plataforma. Além disso, são mais de 2 milhões de usuários cadastrados e a startup transporta cerca de 180 mil passageiros ao mês, para mais de 200 cidades.

O CEO da Buser, Marcelo Abritta, explicou, em nota, que a empresa acompanhava desde o final de 2019 as notícias sobre o novo coronavírus no noticiário estrangeiro. Assim, a startup conseguiu se organizar e suspender as operações antes mesmo da determinação dos governos estaduais e municipais.

“Desde o início do ano o avanço do novo coronavírus pelo mundo acendeu a luz amarela dentro da Buser. Enquanto o noticiário brasileiro centrava seu foco nos riscos da eventual chegada da doença no carnaval, acompanhávamos o movimento de empresas com operação semelhante à nossa na Europa”, explicou Abritta.

AUMENTO DE VIAGENS NA PANDEMIA

Ainda segundo o CEO, a empresa passou a monitorar a frequência de passageiros para calcular os eventuais impactos na operação. “Crescíamos cerca de 30% ao mês e sabíamos que nosso crescimento seria bastante agressivo até o carnaval e depois retornaria ao seu patamar normal.”

Contudo, mesmo com os relatos de casos da Covid-19, houve aumento na busca de viagens de ônibus, em especial para trechos das capitais para o interior.

“Decidimos tomar uma decisão drástica e interromper totalmente nossas atividades ao perceber que a continuidade do transporte coletivo rodoviário poderia colocar em risco uma quantidade gigantesca de pessoas”, disse o CEO.

PLANO PARA RETOMADA

Abritta afirmou também que, da mesma forma que a empresa se antecipou e suspendeu as operações antes do esperado, já possui um plano para quando a volta das operações for possível.

“Vamos limitar o número de pessoas dentro dos ônibus e equipar todos os ônibus com medidores de temperatura. Quem tiver com febre ou sintomas de Covid-19, não poderá viajar”, explicou.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

  1. Ismael Junior disse:

    Um exemplo a ser seguido, sobretudo por órgãos como Artesp e ANTT…

  2. lindomar disse:

    Quem é que estava acusando a Buser de ser transporte pirata? Algum pirata estaria preocupado com o bem estar dos funcionários “dos outros”? Ou ainda com a saúde financeira dos seus fornecedores ou apenas trocaria por outros? Exemplo de responsabilidade com seus stakeholders.

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