Vandalismo fecha estações do BRT Transcarioca no Rio

Publicado em: 20 de maio de 2020

Estação Olaria foi completamente vandalizada.

Nesta terça, 19, Consórcio fechou Olaria, Arroio Pavuna, Divina Providência, Pedro Taques, Guaporé, Cardoso de Morais e Santa Luzia

ALEXANDRE PELEGI

O Consórcio BRT Rio divulgou Nota de Repúdio na manhã desta quarta-feira, 20 de maio de 2020, em relação à situação calamitosa e insustentável a que chegaram diversas estações dos três corredores do sistema.

De acordo com a Nota, ações criminosas de vândalos e bandidos, seja por furtos de equipamentos essenciais para a operação, seja por atos irracionais de depredação do patrimônio público, levaram o Consórcio a fechar estações do BRT Transcarioca nesta terça, 19.

Furtos de cabos elétricos, perfis de alumínio, bebedouros e fitas de led, além de depredação de catracas, bilheterias e vidros, têm se tornado recorrente no sistema.

A situação chegou ao limite. O fechamento, ontem (terça-feira, 19/05), das estações Olaria, Arroio Pavuna, Divina Providência, Pedro Taques, Guaporé, Cardoso de Morais e Santa Luzia – todas do corredor Transcarioca – significa uma reação do BRT Rio à progressiva depredação que atinge o sistema”, afirma em nota o BRT Rio.

Ainda segundo a nota, durante vários dias, algumas dessas estações continuaram funcionando em condições precaríssimas, “de modo a não prejudicar as pessoas de bem que precisam do transporte público para se deslocar. Agora, o BRT Rio decidiu fechá-las, em respeito à dignidade e à segurança dos próprios usuários, que não merecem conviver em um cenário de total destruição”.

O Consórcio apresenta números que, segundo ele, comprovam a escalada da violência no sistema.

Ao todo, 84 estações do BRT Rio foram furtadas e/ou vandalizadas nos últimos dois meses. O número de ocorrências chegou a 160.

A maior parte destas ações criminosas aconteceu no corredor Transcarioca. Somente neste trecho foram 87 ocorrências.

Já nos corredores Transoeste foram 48; e no Transolímpica, 25.

É importante destacar que a segurança em terminais e estações é atribuição do poder público, conforme estabelece a legislação.  As ações dos controladores de estação do BRT Rio são em caráter de orientação aos passageiros para as operações do sistema. Ou seja, eles não têm poder de polícia, da mesma forma que os motoristas também não têm. Coibir transgressões, delitos e crimes de qualquer natureza é atribuição das forças policiais, sejam do Município ou do Estado do Rio de Janeiro”, prossegue a nota.

O BRT Rio afirma que somente com a forte atuação do poder público será possível reverter a situação.

A Nota reitera o pedido do Consórcio a órgãos do Município e do Estado quanto à necessidade de medidas urgentes de combate à ação dos criminosos.

O BRT Rio acredita que somente com a ação integrada e efetiva das autoridades – Secretaria Municipal de Transportes, Secretaria de Infraestrutura, Secretaria Municipal de Ordem Pública, Polícia Militar e Polícia Civil, assim como a participação da população na preservação de ônibus articulados e estações, será possível reverter essa situação, que tem como principais prejudicados os milhares de passageiros que utilizam o serviço diariamente”.

Um vídeo do diretor de Relações Institucionais do BRT Rio, Bernard Fonseca, mostra imagens da estação Olaria em suas condições atuais. Ela foi completamente vandalizada.


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. Luciana disse:

    Teve vandalismo porém o que nao tem é outro transporte. Se retirou as linhas que faziam o etinerário. Agora estamos sen as linhas, sem transporte alternativo para estes lugares que voces fecharam as estaçoes. E por ultimo , quando se chega no BRT do fundao não havia informação que as estações estavam fechadas.

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