Casos de Covid-19 entre funcionários de empresas de ônibus da cidade de São Paulo cresce, com 35 óbitos entre confirmados e investigados

Publicado em: 20 de maio de 2020

Ônibus na Zona Leste de São Paulo. Lotação preocupa.

Maior parte das mortes ocorreu na zona Leste e maioria dos casos confirmados está na zona Sudeste. Ao todo, são 131 casos confirmados. Dados são de sindicato

ADAMO BAZANI

A quantidade de motoristas e demais trabalhadores do sistema de transportes da capital paulista infectados pela Covid-19 cresceu nos últimos dias, de acordo com levantamento do sindicato da categoria, Sindmotoristas, concluído na terça-feira, 19 de maio de 2020.

Segundo a entidade, são 35 óbitos, dos quais nove confirmados e 26 ainda em investigação.

Ainda de acordo com o Sindmotoristas, 131 trabalhadores testaram positivo para a doença e há ainda  520 casos suspeitos.

O maior número de mortes foi registrado na Zona Leste, com 12 óbitos. A garagem da empresa Metrópole Paulista (Cidade A.E. Carvalho) tem o maior número de mortos: cinco.

Já o maior número de casos, ainda de acordo com o sindicato, está na zona Sudeste, com 48 confirmações, todas na garagem da Via Sul Transportes Urbanos – Bristol.

Por meio de nota, o sindicato disse acreditar que a ampliação do rodízio na semana passada foi prejudicial porque causou maior demanda nos ônibus, mas não atribuiu os números à medida.

“O fato é que a pandemia tem sido um desafio para todos. O Poder Público implantou na semana passada um sistema de rodízio mais rigoroso de veículos, visando ampliar o isolamento social. A medida não teve eficácia, houve diminuição de carros nas ruas, mas em compensação houve superlotação do transporte público, inclusive nos ônibus.”

Na mesma nota, o presidente do Sindmotoristas, Valdevan Noventa, disse que a exposição dos trabalhadores ao público é um fator de risco. “A cidade de São Paulo é o epicentro do coronavírus no país e por exercermos uma atividade responsável por transportar milhares de pessoas diariamente fazemos parte do grupo mais exposto ao COVID 19”.

O sindicato informou ainda que orienta os trabalhadores nas garagens sobre o uso de máscaras e álcool em gel e ainda fiscaliza as viações quanto à disponibilização dos EPIS – Equipamentos de Proteção Individual.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

  1. Luis Carlos da Silva disse:

    Estão tão preocupados que estão obrigando os funcionários a trabalharem sem descanso, ou seja sem folga.
    Desrrespeitando os direitos trabalhistas.
    Pelo menos aqui na zona norte de São Paulo.

  2. RodrigoZika disse:

    Como se a prefeitura se importasse.

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