Uber sofre impacto da pandemia, fecha escritórios e anuncia a eliminação de mais 3.000 postos de trabalho em todo o mundo

Publicado em: 19 de maio de 2020

Plataforma digital já demitiu 3.700 pessoas no início de maio para reduzir os custos e enfrentar a crise. Trabalho em casa afetou os negócios da multinacional

ALEXANDRE PELEGI

A plataforma Uber, que no dia 06 de maio de 2020 já eliminou 3.700 empregos devido ao impacto da pandemia de covid-19, anunciou nesta segunda-feira, 18 de maio, que vai despedir mais 3.000 funcionários.

A declaração foi feita pelo presidente executivo da empresa multinacional, Dara Khosrowshahi.

O grupo empresarial foi fortemente atingido pelas medidas restritivas aos deslocamentos, e anunciou ainda que fechará cerca de 40 escritórios em todo o mundo.

A plataforma decidiu concentrar em sua atividade principal, o transporte de passageiros e a entrega de comida através da Uber Eats. O objetivo é abandonar projetos considerados não essenciais.

Numa nota encaminhada à agência AFP, o diretor-geral da Uber, Dara Khosrowshahi, justificou as medidas: “Dado o impacto dramático da pandemia e a natureza imprevisível de uma eventual recuperação, vamos concentrar os nossos esforços nas principais plataformas de mobilidade e de entregas e vamos redimensionar a empresa para que ela corresponda à realidade dos negócios”.

A Uber afirmou ainda que o aumento de pessoas trabalhando em casa minou seu principal negócio. O transporte de passageiros respondia por três quartos da receita antes da pandemia, e somente em abril caiu 80% na comparação com 2019.

As novas eliminações de postos de trabalho vão ocorrer na maior parte das divisões do grupo e em várias regiões do mundo. Por não serem considerados funcionários da Uber, os motoristas do aplicativo não serão afetados.

No dia 06 de maio passado, a Uber já havia anunciado a demissão de 3.700 funcionários, cerca de 14% do total de trabalhadores, visando reduzir os custos e enfrentar a crise provocada pela pandemia de covid-19.

A eliminação de empregos vai se concentrar nas áreas de atendimento ao cliente e contratações.

A plataforma de transporte de passageiros anunciou também que seu presidente executivo, Dara Khosrowshahi, renunciaria ao salário base até ao final do ano para reduzir os gastos da empresa.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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