Setor empresarial propõe medidas para retomada do transporte público em Santa Catarina

Publicado em: 19 de maio de 2020

Prefeitura de Criciúma tem pressionado Governo de SC a retomar o transporte público nos municípios. Foto: Dego Tiscoski

Documento foi encaminhado nesta segunda-feira, 18, e assinado pelos presidentes da FIESC, Fecomércio, Faesc, Fetrancesc, FCDL, Facisc e Fampesc

ALEXANDRE PELEGI

Segue a pressão para que o estado de Santa Catarina retome o transporte coletivo em todo seu território

Como mostrou o Diário do Transporte, com a decisão do Governo catarinense de suspender o transporte coletivo no Estado desde 19 de março de 2020, como uma das medidas para se evitar a disseminação do novo coronavírus, os empresários trabalhadores do setor têm se manifestado continuamente. Relembre: Governo de Santa Catarina debate retomada do transporte público de passageiros no estado

Agora é o setor empresarial, representado por diversas entidades, que entrega ao Governo estadual uma proposta com várias medidas de segurança para permitir a retomada do transporte nos municípios catarinense.

Após reunião realizada com o Governo de Santa Catarina, na manhã de quinta passada, 14 de maio, as entidades atenderam à solicitação da Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade, e encaminharam as sugestões.

Protocolado pelo Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (Cofem) e o Sebrae-SC, o documento foi entregue ao secretário da Infraestrutura, Thiago Augusto Vieira, que conduz as negociações.

A proposta recebeu a assinatura dos presidentes da FIESC, Fecomércio, Faesc, Fetrancesc, FCDL, Facisc e Fampesc.

Entre as medidas sugeridas, estão a obrigatoriedade do uso de máscaras, lotação máxima de 70% da capacidade, disponibilidade de álcool em gel em todos os terminais e veículos e higienização diária dos ônibus.

As entidades sugerem também que o funcionamento dos terminais seja regulamentado por cada prefeitura.

Medidas sugeridas:

1 – as empresas de transporte deverão providenciar, diariamente, a higienização dos veículos de transporte público urbano, no momento de sua chegada ou saída das garagens;

2 – nos terminais de ônibus urbanos, obrigatoriamente, deverá ser adotado procedimento de higienização dos respectivos veículos de transporte;

3 – todos os veículos deverão trafegar com as janelas abertas ou, na impossibilidade, deverão ser adotados meios de circulação do ar que garanta seu fluxo de renovação contínuo;

4 – a lotação máxima de cada veículo será de até 70% de sua capacidade;

5 – todos os terminais e veículos deverão disponibilizar recipientes com álcool em gel 70% para uso indistinto do público em geral;

6 – obrigatoriamente, todos os cobradores e motoristas deverão usar máscara de forma permanente;

7 – será obrigatório o uso de máscara pelos usuários do transporte coletivo urbano;

8 – proibir o uso dos veículos urbanos às pessoas com mais sessenta (60) anos de idade, por pertencerem, naturalmente, ao grupo de risco;

9 – deixar sob a responsabilidade de cada município a elaboração do regulamento de funcionamento de seus respectivos terminais, quando houver.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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