“Lockdown é atestado de falência da saúde pública”, diz Dimas Covas e Doria quer evitar

Publicado em: 18 de maio de 2020

Dimas Covas diz que limite de atendimento está próximo.

 

Medida ainda não foi descartada, mas governo deve tentar outras opções antes. O governador disse, entretanto, que não vai esperar colapso da saúde para decretar o fechamento total

ADAMO BAZANI/WILLIAN MOREIRA

O governador de São Paulo, João Doria, disse que os esforços neste momento são no sentido de evitar um fechamento total das atividades, lockdown, mas que a possibilidade não é descartada. Tudo vai depender dos índices de isolamento e da estrutura de atendimento de saúde.

A declaração foi dada na tarde desta segunda-feira, 18 de maio de 2020, em entrevista coletiva.

“As pessoas não sabem o que é Lockdown, é uma situação mais dura que a quarentena. Não podemos adotar essa medida com algo confortável para a saúde. Precisamos investir e aumentar os leitos para atendimento primário e inicial com respiradores.” – disse.

“A situação está sobre controle, ainda estamos em uma margem segura que estabelece a não possibilidade de colapso” – completou

O governador disse, entretanto, que não vai esperar colapso da saúde para decretar o fechamento total.

O coordenador do Comitê de Saúde e de combate da Covid-19, Dimas Covas, falou que o lockdown é sinal de que o sistema de saúde não tem mais condições de atender à população.

“Decretar lockdown, é decretar a falência do sistema de saúde”. – afirmou,

Umas esperanças do governo é ampliar os hospitais de campanha e o total de respiradores.

Se os parlamentares anteciparem os feriados de “9 de Julho”, Dia da Consciência Negra e Corpus Christi, criando um período de ao menos cinco dias seguidos com menores atividades, o isolamento pode aumentar e dar tempo para o estado se preparar.

Adamo Bazani e Wllian Moreira, jornalista especializado em transportes

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